A deputada virou ré em agosto de 2023, após denúncia sobre episódio na véspera do segundo turno das eleições, quando ela discutiu e perseguiu armada defensor do Presidente Lula
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi intimada por um oficial de Justiça do STF (Supremo Tribunal Federal) no meio do plenário da Câmara dos Deputados, na noite de quarta-feira (21/2), no âmbito da ação em que ela é ré por porte e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
A notificação para apresentar defesa sobre a acusação foi entregue durante a votação de um dos projetos da pauta da Casa, no momento em que Zambelli se preparava para conceder entrevista à imprensa, quando uma oficial da Corte se aproximou e pediu que a parlamentar assinasse o documento que não pôde ser entregue em outras duas oportunidades, em sua casa e em seu gabinete.
De acordo com o ‘g1‘, aliados de Zambelli chegaram a ensaiar dizer que a PF (Polícia Federal) havia invadido o local e reclamaram da abordagem no plenário, que não chegou a ser notada por policiais legislativos da Casa que faziam a segurança dentro do plenário.
Arma em punho
Zambelli virou ré em agosto de 2023, após denúncia que se refere a um episódio de outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições, quando ela discutiu com um opositor do então candidato Jair Bolsonaro e o perseguiu com arma em punho.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu que o STF condene a deputada a uma multa de R$ 100 mil por danos morais coletivos, além da decretação da pena de perdimento da arma de fogo utilizada no crime, bem como o cancelamento definitivo do porte de arma.
À época da aceitação da denúncia, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, afirmou que, mesmo que Zambelli “tenha porte de arma, o uso fora dos limites da defesa pessoal, em contexto público e ostensivo, ainda mais às vésperas das eleições, em tese, pode significar responsabilidade penal“.
“O conteúdo das evidências adquiridas na Etapa da Investigação Criminal é suficiente ao recebimento da denúncia, abrindo-se espaço à instrução e julgamento da hipótese acusatória, diante do afastamento da hipótese defensiva“, escreveu o ministro.
Fake News
No mesmo dia da intimação, horas antes, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu multar Zambelli em R$ 30 mil por espalhar fake news sobre um QR Code da versão digital do título eleitoral que, segundo a mentira, faria a contagem de votos automaticamente em favor do hoje Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nas redes sociais, a deputada federal pelo Paraná e Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, comentou a multa e chamou Zambelli de “pistoleira“, “mentirosa” e “golpista” que “tentou aparecer com um ridículo pedido de impeachment” contra o estadista.
Gleisi disse ainda que “deve ser ruim pra ela viver num país sério que estamos construindo”.
Veja abaixo:
