Mário Moreira (Presidente da Fio Cruz), Carlos Morel (diretor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde), Alexandre Padilha (Ministro da Saúde), Luiz Inácio Lula da Silva (Presidente da República Federativa do Brasil) |23.5.2026| Arte Urbs Magna
| Rio de Janeiro (RJ)
24 de maio de 2026, 02h40
Durante a cerimônia de encerramento das celebrações dos 125 anos da Fiocruz, o presidente da instituição, Mário Moreira, afirmou que o SUS reconstruído pelo governo federal tornou-se referência internacional.
O Brasil é liderança em saúde pública em um mundo marcado por desigualdades e desafios globais.
No evento realizado na sede da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira recebeu o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governador interino do Estado do Rio de Janeiro, desembargador e presidente licenciado do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Ricardo Couto, e o prefeito da cidade, Eduardo Cavaliere, além de parlamentares, movimentos sociais e trabalhadores da instituição.
“Hoje é um dia muito especial para nós”, declarou o presidente da Fiocruz. Ele lembrou que a instituição integra o Sistema Único de Saúde, o maior sistema universal público do mundo, que atende mais de 200 milhões de habitantes num território continental.
O discurso de Mário Moreira evidenciou a reconstrução do SUS após período de desmonte durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje preso por tentativa de golpe de Estado.
Moreira elogiou a gestão da ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, que liderou a instituição durante um período histórico, sendo a primeira mulher a comandar a fundação em mais de um século de história, com mandato de 2017 a 2022, e também do Ministério da Saúde, quando assumiu no ano seguinte, trabalhando para recuperar taxas de vacinação e participação social, perdidas por conta do negacionismo da ciência durante a gestão de Bolsonaro.
O presidente da instituição citou duas entregas concretas: o CDTS (Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde), base científica e tecnológica do sistema, e o laboratório de transformação e produção de células para cura do câncer.
Mário Moreira destacou que o CDTS já permitiu cooperação com mais de 60 países e abriga o laboratório sino-brasileiro, resultado de acordo assinado na presença de Lula durante visita ao primeiro-ministro chinês em 2023.
No laboratório de células, o presidente Lula conheceu um paciente 100% curado após tratamento com terapia carticel. “Não é milagre, isso é ciência”, enfatizou Mário Moreira.
A Fiocruz também lidera ações no Brasil Saudável, erradicação do câncer e interrupção da transmissão vertical do HIV.
Internacionalmente, a instituição atua como ator global, com Mário Moreira atuando como secretariado da coalizão global proposta pelo Brasil na presidência do G20 em 2024.
“Inovação na prateleira e nos escritórios de propriedade intelectual são mecanismos de injustiça social”, afirmou o presidente da Fiocruz, defendendo acesso universal às inovações.
Mário Moreira encerrou agradecendo o apoio político, técnico e econômico do ministro Padilha e reafirmou o compromisso da instituição com o governo federal.
A percepção dos espectadores da transmissão do evento e de recortes de vídeo postados nas redes sociais é a de que “o show deve continuar“. Ou seja: o Presidente e sua equipe da pasta defendem e priorizam o Sistema Único de Saúde (SUS) como o principal instrumento de justiça social, igualdade de oportunidades e soberania do Brasil.
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A argumentação do governo se sustenta em fatores ideológicos, econômicos e estruturais, partindo do princípio de que o Estado tem o dever de garantir condições equânimes a todos os cidadãos.
Enquanto a parcela da população com maior poder aquisitivo pode recorrer à medicina privada, a maioria dos brasileiros depende exclusivamente do SUS para atendimentos de urgência, consultas e procedimentos complexos. Sob essa ótica, o sistema público de saúde tira os cidadãos de baixa renda da invisibilidade social.
O governo também defende que o SUS é o único mecanismo capaz de viabilizar tratamentos de alto custo para a população em geral. Como exemplo, foram destinados R$ 2,2 bilhões para financiar 23 medicamentos oncológicos de alto custo, cirurgias robóticas para o câncer de próstata e a ampliação do direito à cirurgia plástica reconstrutiva de mama.
Além disso, medicamentos fundamentais e insumos de alta tecnologia são distribuídos gratuitamente, o que, segundo a gestão federal, evita que famílias enfrentem gastos capazes de levá-las à falência.
Na área estrutural, a estratégia para modernizar o SUS inclui o enfrentamento ao discurso de que “a saúde pública gasta demais”.
Entre os investimentos recentes, destaca-se o PAC Seleções da Saúde, com aporte de R$ 6 bilhões para a construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), policlínicas e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Também estão previstas a implementação de salas de teleconsulta assistida e a equipagem logística de UBSs em todo o país, além da renovação e expansão contínua da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), programa nacionalizado no primeiro mandato do Presidente Lula.
Por fim, o governo aborda a saúde pública sob a perspectiva da soberania nacional. O investimento em pesquisas e no complexo industrial da saúde visa reduzir a dependência brasileira de insumos internacionais, permitindo que o país passe a produzir internamente medicamentos de ponta e vacinas, fortalecendo assim sua autonomia tecnológica e sanitária.
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