
Valdemar Costa Neto durante entrevista ao canal do Band Jornalismo | 2.3.2026 | Imagem reprodução | Ricardo Salles fala ao SBT News | 6.5.2026 | Imagem reprodução | Montagem
| Brasília (DF)
10 de maio de 2026
No sábado (9/mai), o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo-SP) acusou a “turma do Valdemar Costa Neto” de praticar corrupção no DNIT e no Ministério dos Transportes durante o governo Jair Bolsonaro.
A declaração, gravada em podcast, expõe divisões profundas na base aliada da direita paulista e reacende o debate sobre fiscalização de recursos públicos, pilar essencial para a consolidação da democracia.
Ricardo Salles fez a afirmação durante entrevista ao podcast IronTalks.
O deputado afirmou que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, conhecia os esquemas e por isso recusou filiação ao PL em 2022.
“Quem fazia a corrupção do DNIT no Ministério dos Transportes? O PL do seu Valdemar. A turma do Valdemar é que roubava no PL… no, desculpa, no Ministério dos Transportes e no DNIT. Tarcísio foi lá e fez uma limpa”, declarou Ricardo Salles.
O ex-ministro ainda citou suposta declaração de Tarcísio de Freitas: “No PL eu não vou me filiar, porque eu conheço essa turma e sei o que eles faziam no Ministério dos Transportes e no DNIT”.
Ricardo Salles / IronTalks
A fala ocorre em meio à crise aberta na direita de São Paulo pela vaga ao Senado em 2026, além da exposição de Ciro Nogueira no caso Master.
O conjunto enfraquece a tentativa de eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) anunciou apoio a André do Prado, presidente da Alesp e nome ligado ao centrão, em articulação costurada por Valdemar Costa Neto e o próprio Tarcísio de Freitas.
Ricardo Salles, que deixou o PL para retornar ao Novo, já havia criticado duramente a articulação em torno de André do Prado, chamando-a de “vergonhosa”.
Ele levantou suspeitas sobre supostos pagamentos na negociação, embora tenha dito esperar que a história fosse falsa.
O bolsonarismo se cerca cada vez mais de escândalos que se tornam difíceis de se desvencilhar. A melhor escolha para no pleito presidencial de outubro nunca esteve tão óbvia.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

