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    Ricardo Couto segue com a “faxina” no RJ e demite mais 16 na Saúde

    Mudanças publicadas hoje no Diário Oficial sinalizam reorganização profunda na pasta que gerencia bilhões em recursos hospitalares e promete maior eficiência na atenção à população

    Governador em exercício Ricardo Couto

    O governador em exercício no estado do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto / Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Brasília (DF) 06 de maio de 2026

    O governador em exercício Ricardo Couto publicou nesta quarta-feira (6/mai) 16 atos de exoneração e nomeação que concentram mudanças na Secretaria de Estado de Saúde do Governo do Rio.

    Entre os exonerados está o diretor da Fundação Rio Saúde, entidade responsável pela gestão da maioria dos hospitais estaduais e por orçamento multibilionário.

    A medida representa mais um passo na reorganização administrativa iniciada após a renúncia de Cláudio Castro.

    Desde março, o desembargador Ricardo Couto já determinou mais de 1.400 desligamentos de cargos comissionados.

    A Secretaria de Estado de Saúde, historicamente tratada como feudo político do deputado federal Dr. Luizinho (PP), volta a ser o epicentro das alterações.

    De acordo com o O Dia, foram exonerados Paulo Ricardo Lopes da Costa, que deixava o cargo de diretor da Fundação Rio Saúde (ex-diretor do Hospital Estadual Getúlio Vargas), e Caio Antonio Mello Souza, subsecretário de Atenção à Saúde.

    No lugar de Paulo Ricardo Lopes da Costa assume Carlos Eduardo de Andrade Coelho, que já comandou a mesma fundação em 2011 e dirigiu o Hospital Universitário Pedro Ernesto.

    Outras trocas na pasta incluem a nomeação de Fernanda Moraes Daniel Fialho Rodrigues para subsecretária de Atenção à Saúde (vinda da Superintendência de Educação em Saúde), Tatiane Alves Baptista para a superintendência que ela ocupava, além de ajustes na Subsecretaria do Fundo Estadual de Saúde, na Subsecretaria Executiva e na Superintendência de Informática.

    A faxina administrativa ganha contornos de compromisso com a transparência na saúde.

    A Fundação Rio Saúde atua como unidade gestora central dos recursos destinados à rede hospitalar estadual.

    Qualquer ajuste em sua direção afeta diretamente a execução de contratos, a manutenção de leitos e a qualidade do atendimento à população.

    As substituições reforçam a necessidade de romper ciclos de influência política que, por anos, comprometeram a gestão pública de hospitais estaduais.

    As alterações ocorrem após a substituição, em 28 de abril, da então secretária Cláudia Mello (apontada como indicação de Dr. Luizinho) pelo médico Ronaldo Damião, professor da Uerj.

    O movimento sinaliza que a limpeza não se limita a cargos de primeiro escalão, mas alcança estruturas estratégicas que controlam orçamento público bilionário.

    FAQ Rápido

    1. Quantos atos foram publicados hoje na Saúde?
    Dezesseis atos de exoneração e nomeação, concentrados na Secretaria de Estado de Saúde e na Fundação Rio Saúde.

    2. Quem era o diretor exonerado da Fundação Rio Saúde?
    Paulo Ricardo Lopes da Costa, substituído por Carlos Eduardo de Andrade Coelho.

    3. Qual o impacto esperado dessas mudanças?
    Maior eficiência e transparência na gestão dos hospitais estaduais e no uso de recursos públicos bilionários.



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