| Brasília (DF)
20 de agosto de 2026
Reinaldo Azevedo classificou, em trecho do programa O É da Coisa da Rádio BandNews FM, os vazamentos sucessivos de informações de inquéritos sob sigilo contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como piores que a Lava Jato e claramente vinculados a um calendário eleitoral.
A crítica do jornalista, republicada no X pelo ator José de Abreu, questiona a ausência de tipificação clara de crimes e a seletividade que poupa o caso Dark Horse, envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
No programa de quarta-feira (19/ago), Reinaldo Azevedo afirmou:
“Que, no padrão que está, está pior que a Lava Jato. Porque agora claramente é um calendário eleitoral.”
Ele defendeu a quebra do sigilo e desafiou a identificação dos tipos penais: “Quais crimes mesmo foram cometidos até agora, não está claro. Então quebra o sigilo desse troço.”
O jornalista interpretou que “quem está coordenando a campanha do Flávio hoje é o vazador” e observou a ausência de vazamentos equivalentes no inquérito sobre o filme Dark Horse.
As investigações contra Lulinha, autorizadas pelo ministro André Mendonça, do STF, apuram possíveis indícios de tráfico de influência ligados a contatos com Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS) e a lobista Roberta Luchsinger, em negociações envolvendo cannabis medicinal e contratos com a Dataprev.
A defesa do empresário e de Roberta Luchsinger tem pedido apuração de vazamentos seletivos, classificando-os como instrumentais para fins eleitorais, conforme reportagens de CNN Brasil e G1.
Reinaldo Azevedo lembrou sua oposição histórica a expedientes semelhantes no Petrolão, na Lava Jato e no Mensalão:
“Eu era contra esse expediente no Petrolão, na Lava Jato, no Mensalão.”
Ele questionou se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues (referido também como André Rodrigues), protege Lulinha ou se há vazamento industriado de natureza eleitoral.
O jornalista perguntou ainda se André Mendonça mandou investigar a origem dos vazamentos.
Reinaldo Azevedo – O real coordenador da campanha eleitoral de Flávio é o vazador contra Lulinha pic.twitter.com/F7TTWHOUo0
— BandNews FM (@radiobandnewsfm) August 19, 2026
Sob a ótica deste portal, a seletividade alimenta desconfiança sobre a integridade das instituições e o devido processo legal, especialmente a menos de dois meses das eleições 2026.
Enquanto vazamentos diários alimentam a narrativa contra o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o caso Dark Horse — que envolve repasses de dezenas de milhões de reais de Daniel Vorcaro para o filme sobre Jair Bolsonaro — permanece sem divulgações equivalentes, conforme colunas do próprio Reinaldo Azevedo no Metrópoles.
O episódio se conecta a debates anteriores sobre o uso político de investigações e a necessidade de transparência recíproca.
A defesa de Lulinha tem insistido que os dados vazados teriam chegado à campanha de Flávio Bolsonaro, o que reforça o pedido de apuração formal.
FAQ Rápido
Quais crimes estão sendo apurados contra Lulinha?
Suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações de cannabis medicinal e contratos com órgãos públicos, ainda em fase investigativa, sem denúncia formalizada até o momento.
Por que Reinaldo Azevedo compara aos métodos da Lava Jato?
Porque os vazamentos seletivos e o timing eleitoral lembram, em sua avaliação, práticas que ele já criticou no passado, independentemente do alvo.
O que acontece com o caso Dark Horse?
O inquérito sobre os repasses de Daniel Vorcaro a Flávio Bolsonaro para o filme segue no STF, mas sem o mesmo volume de vazamentos públicos observados no caso Lulinha.
Atualização:
Em publicações recentes de fontes confiáveis, a oposição cobra avanço nas investigações e a defesa reitera pedidos de apuração dos vazamentos.
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