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    “Besteira”, diz Randolfe ao O Globo sobre aliados de Lula estarem dizendo que derrota de Messias gerou crise

     

    “Não quero acreditar que alguém do nosso campo vá fazer coro ao discurso da extrema direita”

    Senador Randolfe Rodrigues

    O senador da República, Randolfe Rodrigues (PT-AP), durante entrevista à Revista Veja |29.10.2025| Imagem reprodução

    Brasília (DF), 03 de maio de 2026

    A entrevista do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ao jornal O Globo neste domingo (03/mai), busca cumprir um duplo objetivo: acalmar os ânimos da base governista após a dura derrota no Senado e blindar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de críticas, jogando luz sobre a complexidade do tabuleiro político.

    O estopim da crise foi a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O placar de 34 votos a favor e 42 contra representou um revés histórico. Contudo, na narrativa construída por Randolfe, essa derrota não foi um acidente, mas um risco calculado.

    O PRESIDENTE TINHA CONSCIÊNCIA DO RISCO

    Ao contrário de um discurso de surpresa, Randolfe revelou que os alertas foram dados com muita antecedência.

    Eu disse ao ministro Messias, um mês antes, que, na minha percepção, nós não tínhamos o número, afirmou o senador, assumindo sua cota de responsabilidade: Faço parte do time que perdeu e assumo a responsabilidade coletiva.

    A decisão de levar o nome adiante, segundo ele, foi uma decisão consciente do chefe do Executivo. O presidente tinha consciência do risco. E houve uma decisão consciente de levar a indicação até o fim. Uma decisão correta… A indicação ao STF é uma prerrogativa do presidente da República.

    Esta fala é crucial para o entendimento da estratégia do governo Lula. Ao invés de admitir falha de articulação, o Planalto tenta vender a imagem de que exerceu seu poder de nomeação até as últimas consequências, mesmo em um campo minado.

    A ANTECIPAÇÃO ELEITORAL E O “BOLSONARISMO” NO SENADO

    Se não foi erro de cálculo, o que motivou a rejeição em massa?, questionou o O Globo. Randolfe foi didático ao explicar o cenário adverso.O povo brasileiro, em 2022, escolheu um presidente com uma opção política e elegeu um Congresso com outra opção política, com campo majoritário conservador.

    Essa é a chave da análise: a governabilidade é um exercício diário de tensão entre poderes com visões de mundo opostas.

    O líder do governo pontuou que a votação foi soterrada pela antecipação da disputa eleitoral de 2026.

    O que foi avaliado não foi o currículo… O que foi considerado foi a antecipação da disputa eleitoral”, explicou.

    Ele ainda acendeu o sinal de alerta sobre a força da oposição: Hoje, no Senado, a base mais identificada com o bolsonarismo chega próxima de 35 senadores.

    A NECESSÁRIA TRÍVIA COM ALCUMBRE

    Diante da derrota, muitos aliados pediram retaliação contra Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa e visto por muitos como o grande articulador da derrota. No entanto, Randolfe agiu como um estadista pragmático. Sem a presença dele, sem a participação dele, nós não conseguimos aprovar matéria no Senado. É necessário diálogo com ele.

    A declaração de Randolfe enterra qualquer possibilidade de rompimento. Para o governo aprovar pautas econômicas e manter a máquina funcionando, a aliança com o Centrão e com a liderança do Senado é moeda de troca obrigatória.

    O senador também descartou qualquer “caça às bruxas”: Então eu não posso ficar agora procurando quem traiu ou quem não traiu. Esse tipo de monitoramento não leva a nada.

    O FUTURO NO STF E A ECONOMIA

    Pressionado, Randolfe confirmou que o presidente Lula deve tentar novamente ainda este ano. Sim. O presidente tem que exercer sua prerrogativa, disse sobre a nova indicação ao STF.

    Embora nomes como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tenham sido ventilados, o líder prefere deixar a decisão nas mãos de Lula: essa é uma decisão do presidente.

    O episódio, embora doloroso, é tratado como um recorte dentro de um contexto maior. A base segue unida nas pautas substantivas e a aposta do governo é que a recuperação econômica e o controle do desemprego — pautas de fato relevantes para a população — ofusquem derrotas no xadrez institucional de Brasília.

    FAQ Rápido

    1. Por que o governo Lula perdeu a vaga no STF para Jorge Messias?
    Segundo Randolfe Rodrigues, a derrota não foi por falta de currículo, mas sim pela “antecipação da disputa eleitoral” de 2026. Senadores da oposição e do centrão usaram a votação para projetar poder e fragilizar o governo antes das eleições.

    2. Haverá retaliação contra os senadores que votaram contra ou contra Davi Alcolumbre?
    Não. Randolfe afirmou que esse tipo de “monitoramento não leva a nada” e que o governo precisa do diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para aprovar matérias de interesse do país.

    3. Lula sabia que corria o risco de perder a votação?
    Sim. Em entrevista, Randolfe revelou que alertou o presidente e ministros sobre a falta de números um mês antes. Lula decidiu manter a indicação por considerá-la uma prerrogativa do cargo.



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