Brasília (DF)
21 de outubro de 2026
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21/out), a quatro dias do segundo turno, registra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% no cenário estimulado. A diferença de um ponto configura empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na semana anterior, Flávio marcava 46% e Lula, 44%.
O QUE ACONTECEU NA PESQUISA DE 21 DE OUTUBRO?
O levantamento, com 2.154 entrevistas presenciais realizadas entre sexta-feira (17/out) e segunda-feira (20/out), é o primeiro da Quaest após o debate da TV Band de domingo (18/out). Os dois candidatos se enfrentam no segundo turno marcado para domingo (25/out). Indecisos somam 2% e votos em branco, nulos ou abstenção chegam a 9% no cenário estimulado.
Na pesquisa espontânea — em que os nomes não são apresentados —, Lula e Flávio empatam numericamente em 40% cada. O percentual de indecisos nessa modalidade dobrou em uma semana e atingiu 14%.
POR QUE A REJEIÇÃO E A APROVAÇÃO IMPORTAM NESTE MOMENTO?
A rejeição a Lula recuou de 53% para 47% em uma semana, movimento de seis pontos. A de Flávio Bolsonaro oscilou de 54% para 52%, variação dentro da margem de erro. Em 14 de outubro, ambos eram rejeitados por mais da metade dos eleitores, conforme a CNN Brasil.
A aprovação do governo de Lula ficou em 46% e a desaprovação em 47%, empate técnico. Na pesquisa anterior, a aprovação estava em 45% e a desaprovação em 48%. A avaliação negativa do governo recuou de 40% para 38%, enquanto a positiva manteve-se em 34% e a regular subiu para 26%.
IMPORTANTE: A queda de seis pontos na rejeição a Lula está fora da margem de erro de dois pontos, enquanto as demais oscilações de um ou dois pontos permanecem dentro dela. Empate técnico não significa igualdade garantida nas urnas; indica que a diferença observada é estatisticamente indistinguível da margem.
COMO O DIRETOR DA QUAEST AVALIA O CENÁRIO?
Em publicação no X nesta quarta-feira, Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que a eleição continua “muito acirrada” e que os candidatos permanecem tecnicamente empatados. Segundo suas estimativas, com 95% de confiabilidade, a intenção de voto em Flávio situa-se entre 43% e 47% e a de Lula entre 42% e 46%. Ele observou que a oscilação de dois para um ponto “não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem'”.
No primeiro turno de 4 de outubro, Flávio obteve cerca de 47% dos votos válidos e Lula, cerca de 45%, a menor margem entre os dois primeiros colocados desde 1989. Esse resultado histórico alimenta análises sobre a viabilidade de movimentação no segundo turno, especialmente com a rejeição de Lula em queda e o empate na espontânea.
A análise aponta que o recuo da rejeição, o empate na espontânea e a melhora marginal da aprovação abrem espaço para que o petista dispute os indecisos e o residual de votos em branco ou nulo. Ao mesmo tempo, o voto útil de direita observado no primeiro turno já havia concentrado preferências em Flávio, reduzindo o reservatório de candidatos menores.
ANÁLISE
No X, um comentário do perfil de Fernando Lopez destacando dados divulgados pelo jornalista Ricardo Noblat destaca o aumento expressivo dos indecisos na pesquisa espontânea da Quaest como um sinal de que parte do eleitorado associado a Flávio Bolsonaro começa a questionar a viabilidade ou a consistência da candidatura.
Ao interpretar a subida dos indecisos — especialmente entre mulheres e eleitores independentes — como um movimento de “algo não está cheirando bem”, o autor sugere que o empate técnico com Lula não se traduz automaticamente em força consolidada, e que dúvidas sobre o projeto político, alianças ou capacidade de gestão podem estar afastando apoios antes considerados firmes.
Essa leitura enxerga o crescimento da indecisão não como neutralidade, mas como um primeiro indício de erosão entre a base que, até então, respondia de forma mais automática ao nome bolsonarista.
E AGORA?
Com o segundo turno em quatro dias, a disputa permanece dentro da margem de erro em levantamentos de diferentes institutos. A Quaest registra protocolo BR-08535/2026 no Tribunal Superior Eleitoral e foi contratada pelo jornal O Globo e pela TV Globo. Outras pesquisas recentes também apontaram empates técnicos, com variações conforme a metodologia.
FAQ Rápido
Qual a diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea?
Na estimulada, os nomes são apresentados ao entrevistado. Na espontânea, ele cita livremente. Nesta rodada, a estimulada dá 45% a Flávio e 44% a Lula; a espontânea empata ambos em 40%.
A queda de Flávio de 46% para 45% é significativa?
Não. A oscilação de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O cenário permanece de empate técnico.
Quando é o segundo turno?
Domingo (25/out).
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
