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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    12 de outubro de 2026

    Os deputados federais Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram nesta segunda-feira (12/out) uma notícia de fato no Supremo Tribunal Federal pedindo a abertura de investigação sobre o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, por possíveis vínculos com o grupo econômico do Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    A representação, encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, aponta suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa. Os parlamentares fundamentam o pedido em relatórios da Polícia Federal da Operação Compliance Zero, mensagens extraídas do celular de Vorcaro e informações já publicadas pela imprensa.

    O QUE OS DEPUTADOS PEDEM APURAR?

    Entre os pontos principais estão referências a pagamentos mensais de R$ 500 mil associados ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro; um contrato de honorários de até R$ 427 milhões entre o Master e o escritório de Camilla Ewerton Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos (tratados nas mensagens como “Turma do KN”); hospedagem em mansão no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025; e viagem em avião particular de Brasília a Maceió.

    Também citam o voto de desempate dado por Nunes Marques, em outubro de 2024, em processo da Destilaria Alcídia na Segunda Turma do STF, favorável a uma empresa credora de interesse econômico do banco. Após o resultado, o então diretor jurídico Luiz Rennó teria enviado a Vorcaro a mensagem “Ganhamos Alcídia”.

    A notícia de fato não significa abertura automática de inquérito. O documento solicita que o caso seja analisado e, se for o caso, remetido à Procuradoria-Geral da República. O ministro e pessoas próximas negam irregularidades.

    O QUE DIZ NUNES MARQUES?

    Em nota anterior e reiterada, o gabinete do ministro afirmou que ele nunca votou a favor de Vorcaro ou do Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. Sobre o voto na Destilaria Alcídia, a defesa sustenta que não havia impedimento técnico. Kevin Marques afirma que prestou serviços tributários a uma consultoria e nega ter trabalhado para o banco ou recebido valores de Vorcaro.

    O pedido ocorre enquanto Nunes Marques conduz o segundo turno das eleições de 2026 no TSE. Em postagem no X, Rogério Correia destacou a iniciativa e mencionou decisão recente do ministro sobre canal de campanha, classificando-a como censura.


    A análise aponta que a representação soma-se a pedidos anteriores de afastamento temporário de Nunes Marques do TSE e reforça a pressão sobre a condução do processo eleitoral em meio ao escândalo do Master.


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