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    PT aciona TSE contra “Dark Horse” e cita caixa 2 envolvendo Flávio Bolsonaro

    Partido pede impugnação do lançamento do filme sobre Bolsonaro; ação judicial aponta suspeitas de lavagem de dinheiro e uso de laranjas na captação de R$ 700 mil em emendas

    Dark Horse

    O ator Jim Caviezel em trecho do filme ‘Dark Horse’, no qual interpreta o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro / Imagem reprodução

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    19 de maio de 2026, 13h00

    PT aciona TSE contra “Dark Horse” com base em R$ 61 mi do Banco Master (Daniel Vorcaro) intermediados por Flávio Bolsonaro. Ação pede suspensão até eleições, cita caixa 2, lavagem de dinheiro e precedente de 2022. Flávio admitiu ter mentido sobre relação com o banqueiro.

    Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou nesta semana com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir o lançamento e a exibição do filme “Dark Horse”, longa-metragem que exalta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A sigla alega que a produção configura propaganda eleitoral antecipada disfarçada, além de citar fortes indícios de caixa 2 e lavagem de dinheiro com base em investigações veiculadas pela imprensa.

    O que aconteceu e por que isso importa: 
    O PT pede a suspensão do filme por suspeita de financiamento irregular e desvio de finalidade, usando laranjas e emendas públicas para beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes do pleito de 2026.

    A ação judicial expõe um suposto esquema de R$ 700 mil que conecta a família Bolsonaro a um banqueiro investigado e a empresas de fachada.

    Sob a ótica deste portal, a peça do PT vai além da mera crítica cinematográfica. Ao anexar reportagens da Folha de S.Paulo e do Intercept Brasil, a legenda transforma a questão cultural em um processo criminal eleitoral.

    O foco principal recai sobre o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, e suas tratativas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

    A teia de conexões e o dinheiro público

    As investigações revelam que a produtora Go Up, responsável por “Dark Horse”, tem como sócia-administradora Karina Gama.

    O nome dela se repete em um emaranhado de empresas e institutos que receberam verbas públicas. Levantamento da Folha mostra que, entre 2023 e 2025, três deputados estaduais de São Paulo destinaram cerca de R$ 700 mil a entidades ligadas a Karina.

    A análise do Urbs Magna aponta que a distribuição dos recursos segue um padrão geográfico e político.

    Em 2023, a deputada Valéria Bolsonaro (PL), ex-secretária da Mulher do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), enviou R$ 100 mil ao Instituto Conhecer Brasil.

    Já o deputado Lucas Bove (PL) tentou repassar R$ 213 mil à mesma instituição em 2025, mas a transação foi barrada por “impedimento de ordem técnica”, segundo o governo estadual.

    O deputado Luiz Fernando (PT) destinou R$ 190 mil ao instituto para um projeto de teatro em São Bernardo do Campo.

    A assessoria do petista, no entanto, defendeu a medida: a emenda “será utilizada única e exclusivamente para um projeto de aulas de teatro… por solicitação de um grupo de teatro da cidade”.

    O papel do senador Flávio Bolsonaro

    A verdadeira bomba jurídica, porém, está na relação direta de Flávio Bolsonaro com o financeiro. Mensagens reveladas mostram que, um dia antes da prisão de Daniel Vorcaro, o senador cobrava parcelas de verba prometida para bancar o filme.

    Polícia Federal (PF) investiga se o dinheiro do ex-banqueiro foi canalizado por meio de um fundo nos Estados Unidos chamado Havengate.

    Apesar da PF suspeitar de que o montante tenha servido para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, Flávio e a produção negam irregularidades. Karina Gama afirma que “o filme sobre Bolsonaro não recebeu dinheiro de Vorcaro, do Master ou de investidores brasileiros”.

    A urgência da Justiça Eleitoral

    TSE agora terá que decidir se a exibição de Dark Horse em circuitos e plataformas viola a legislação eleitoral.

    A lei proíbe que pré-candidatos utilizem shows e produções artísticas para promoção pessoal fora da janela permitida.

    Na ação, o PT pede a aplicação de multas severas e a imediata suspensão do filme, argumentando que a lavagem de dinheiro e o caixa 2 denunciados configuram abuso de poder econômico.

    O desfecho desse caso promete criar um precedente para as eleições de 2026, definindo os limites entre a liberdade artística e a propaganda eleitoral ilícita financiada por esquemas ocultos.

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    FAQ Rápido

    1. O que o PT está pedindo ao TSE sobre o filme “Dark Horse”?
    O Partido dos Trabalhadores (PT) , por meio do deputado Rogério Correia (PT-MG) e do grupo Prerrogativas, protocolou ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 18 de maio de 2026 pedindo a suspensão imediata do lançamento do filme até o fim das eleições de outubro. A ação alega que a obra configura “propaganda eleitoral dissimulada” financiada com recursos milionários de “origem suspeita”.

    2. Quanto dinheiro e de quem veio o financiamento do filme?
    Segundo investigações do The Intercept Brasil, o filme teria recebido R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entre fevereiro e maio de 2025. O valor teria sido transferido para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas (EUA), ligado a um advogado de confiança de Eduardo Bolsonaro.

    3. Por que Flávio Bolsonaro é citado na investigação?
    O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apontado como o articulador da negociação com Vorcaro. Mensagens e áudios divulgados mostram o senador cobrando pessoalmente os repasses, chamando o banqueiro de “irmão” e demonstrando solidariedade pelo “momento difícil” que Vorcaro enfrentava. Flávio inicialmente negou qualquer relação com o banqueiro, mas depois admitiu: “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual?”

    4. O que diz o precedente do TSE citado na ação?
    Os autores da ação lembram que, em outubro de 2022, o TSE suspendeu a divulgação do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora Brasil Paralelo, que seria lançado seis dias antes do segundo turno. Na ocasião, a Corte entendeu que o conteúdo de alta relevância política não poderia ser explorado em período eleitoral sob “roupagem de documentário”
    .

    5. Além da suspensão, o que mais a ação pede?
    O documento solicita que o TSE comunique o caso à Polícia Federal (PF) , ao Banco Central (BC) , à Receita Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para apuração de possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, caixa 2, doação empresarial indireta e organização criminosa.

    6. O que falta esclarecer sobre o caso?
    Há uma série de lacunas ainda não explicadas:

    Quem formalmente assinou o contrato com Vorcaro (se foi Flávio, Frias ou a empresa Entre Investimentos)
    Se os R$ 61 milhões foram de fato usados exclusivamente no filme ou se custearam despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA (hipótese negada pelo ex-deputado)
    Quantos encontros e qual o grau real de proximidade entre Flávio e Vorcaro (o senador diz que foram “poucos”, mas admite que “pode vazar nova conversas, videozinhos”)

    7. “Dark Horse” vai estrear mesmo?
    A data de lançamento ainda é incerta. O ator Jim Caviezel, intérprete de Jair Bolsonaro, mencionou 11 de setembro de 2026 nos EUA, mas o site especializado Deadline afirma que “ainda não há uma data prevista, ao contrário de algumas especulações online” . Além disso, a produção ainda não solicitou à Ancine autorização para exibição nos cinemas brasileiros.

    8. O que dizem os envolvidos?
    Flávio Bolsonaro: admite que mentiu, invoca cláusula de confidencialidade e diz que o contrato “não foi com o Master, mas com uma pessoa jurídica distinta”
    Mário Frias (produtor executivo e deputado): negou inicialmente, depois disse que o dinheiro veio da “Entre Investimentos” , não diretamente de Vorcaro
    Eduardo Bolsonaro: nega ter recebido recursos do fundo e afirma que “meu status migratório não permitiria”
    Go Up Entertainment (produtora): sustenta que conversas não significam transferência efetiva de dinheiro

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