Andrew Paul Johnson enfrenta pena máxima na Flórida após condenação por cinco crimes contra menores, expondo os limites dos perdões presidenciais em casos de abuso infantil
Brooksville, Florida (US) · 06 de março de 2026
Andrew Paul Johnson, operário de 45 anos residente em Seffner, na Flórida, foi sentenciado à prisão perpétua na quinta-feira (5/mar) pelo juiz Stephen Toner, do Tribunal do Circuito do Condado de Hernando.
A condenação decorre de cinco acusações criminais graves cometidas contra duas crianças em idade escolar, conforme detalhado pelo site oficial do Fifth Judicial Circuit State Attorney.
Johnson participou da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, após o comício “Stop the Steal” de Donald Trump, lembram o Associated Press e o USA Today.
Ele, que carregava um megafone proferindo “Temos um trabalho (palavrão) para terminar”, entrou por uma janela de escritório quebrada e gritou contra policiais que dispersavam a multidão com gás lacrimogêneo.
Em vídeo, ele incitava “Não fizemos porra nenhuma. Precisamos passar por aquela porta. Ainda não terminamos”.
Após declarar-se culpado de quatro contravenções federais, recebeu pena de um ano em agosto de 2024 do juiz James Boasberg e obteve perdão completo de Trump em 2025, junto a mais de 1.500 envolvidos no episódio.
As investigações do Hernando County Sheriff’s Office começaram em julho de 2025. O NPR traz detalhes exclusivos do julgamento: Johnson conheceu a mãe de uma das vítimas em comício político em 2023 e abusou do menino de 11 anos a partir de então.
A vítima testemunhou: “Acordei de manhã e ele estava me tocando — senti ele me tocando nas minhas partes íntimas”.
Uma menina de 12 anos também sofreu abusos.
Johnson usava Roblox e Discord para enviar mensagens explícitas, tentava migrar conversas para aplicativos mais privados e instruía as crianças a deletar mensagens.
Ele prometia herança de suposta compensação milionária do governo Trump para silenciar as vítimas, conforme relatório do xerife.
O Fifth Judicial Circuit State Attorney lista as condenações exatas do júri em fevereiro: molestação lasciva de vítima menor de 12 anos, molestação lasciva de vítima entre 12 e 15 anos, duas contagens de exibição lasciva e transmissão de material prejudicial a menor por dispositivo eletrônico.
Os promotores assistentes Kasey Whitson e Rob Lewis, sob o procurador Bill Gladson, conduziram o caso.
O veredito reforça que o perdão presidencial federal não se estende a crimes estaduais graves.
Johnson integra lista de beneficiários do indulto que voltaram a delinquir, conforme análises de fontes americanas.

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