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    Presidente do TJ-RO cobra retratação da Folha por charge com lápide de juíza morta

    Juíza Mariana Ferreira, charge da Folha e prédio do jornal

    Mariana Ferreira, juíza de Direito, morreu em 6 de maio, após complicações em procedimento de fertilização em SP / Foto: Juliano Verardi / TJRS | Charge da cartunista Marilia Marz, publicada na Folha de S. Paulo no sábado (9/mai/2026) | Ao fundo, o prédio do jornal / Imagem reprodução redes sociais | Montagem

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    10 de maio de 2026

    A Folha de S.Paulo publicou no sábado (9/mai) uma charge de Marília Marz que ironizava os supostos penduricalhos da magistratura com uma lápide e a frase “Vidinha mais ou menos, até perdê-la junto dos penduricalhos”.

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    Ilustração de uma lápide em um cemitério, com uma flor ao lado e uma frase que diz: 'VIDA MAIS DE ANOS, NÃO PERDA A CUIDADO DOS PERDURADOS'.
    Charge de Marília Marz publicada na Folha de S. Paulo em 9.5.2026

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    Pessoa sorridente segurando um livro aberto com ilustrações em preto e branco em um local ao ar livre.
    Marília Marz / Foto: pretaenerd.com.br

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    Três dias antes, em 6 de maio, havia morrido a juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, após complicações em procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro.

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    Mulher com blazer vermelho sentada em frente a um laptop, olhando atentamente.
    Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul / Foto: ajuris.corg.br

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    A coincidência temporal gerou onda de repúdio.

    O presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia , Alexandre Miguel, assinou artigo na Conjur cobrando retratação formal da Folha de S.Paulo.

    Para ele, a charge transformou a morte de uma magistrada jovem em material gráfico de disputa política, o que ultrapassa os limites da crítica institucional legítima. Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) manifestou “profunda indignação e perplexidade” e informou que adotará medidas jurídicas e institucionais.

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e o Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) divulgaram notas semelhantes, destacando a falta de sensibilidade na véspera do Dia das Mães.

    Este episódio ilustra tensão permanente entre liberdade de imprensa e democracia: a primeira é pilar essencial, mas não autoriza que o luto de uma família ou a memória de uma servidora pública se torne instrumento de sátira generalizante.

    Mariana Francisco Ferreira atuava na Comarca de Sapiranga, tinha apenas três anos de magistratura e buscava realizar o projeto de maternidade.

    Nada em sua trajetória justificava personalização. A AJURIS lembrou que a juíza “faleceu em circunstâncias especialmente sensíveis, durante procedimento médico relacionado ao seu legítimo projeto de vida de ser mãe”.

    O TJRS classificou a publicação como “total falta de sensibilidade” e “maldade”. O CONSEPRE reforçou que a crítica institucional é legítima, mas não pode romper “limites éticos de humanidade e respeito”.

    A análise do Urbs Magna aponta que casos como este reforçam a necessidade de ética jornalística que preserve a dignidade humana, especialmente quando o poder judiciário já enfrenta questionamentos sobre privilégios.

    A retratação exigida não enfraquece a imprensa; fortalece sua credibilidade ao demonstrar que justiça e responsabilidade caminham juntas.

    FAQ Rápido
    1. A charge era diretamente sobre Mariana Francisco Ferreira?
    Não. O desenho criticava genericamente os penduricalhos da magistratura, mas a lápide e o timing tornaram a referência imediata e inevitável, conforme argumenta o presidente do TJ-RO.

    2. Quais instituições já se manifestaram?
    CNJ, AMB, Ajufe, AJURIS, TJRS, CONSEPRE, Atricon, ANAMATRA e diversos Ministérios Públicos estaduais.

    3. A Folha de S.Paulo respondeu até agora?
    Até o fechamento desta matéria, não há registro de nota oficial ou retratação por parte do jornal.



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