O estadista afirmou que “não podemos tolerar a cultura do ódio no nosso país“. Na África, o chefe do Executivo citou a ‘não violência‘ de Gandhi como exemplo de amor utópico que libertou a Índia
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), escreveu, em seu perfil oficial no microblog ‘Twitter‘, uma mensagem de solidariedade direcionada ao Padre Júlio Lancellotti, após o pedagogo e presbítero católico, de 74 anos, receber um bilhete de ameaça contra a sua vida, na porta da paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, na cidade de São Paulo, no domingo (27/8).
“Minha solidariedade ao Padre @pejulio que recebeu ameaças criminosas e inaceitáveis hoje cedo na porta da igreja, em São Paulo“, diz o início do microtexto presidencial sobre o “fiel seguidor dos princípios de Jesus“.
“Padre Júlio Lancellotti é uma referência no acolhimento e no cuidado de quem mais precisa, sobretudo das pessoas em situação de rua da capital [de São Paulo]”, disse Lula, que é originário de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a pouco mais de 20 quilômetros da Mooca, bairro onde se localiza a paróquia de São Miguel Arcanjo.
“Tenho dito que não podemos tolerar a cultura do ódio no nosso país“, acrescentou Lula. “Precisamos virar esta triste página da nossa história. Mais amor e solidariedade. Menos ódio e egoísmo. É disso que precisamos no Brasil e no mundo“, pontuou.
No dia anterior, Lula já havia afirmado, em fala na qual citou o líder indiano Mahatma Gandhi, que “o mundo está precisando de um pouco de utopia. Acreditar que o amor pode vencer o ódio. Acreditar que a gente pode ser mais sensível“.
A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa, em Luanda, capital de Angola.
Gandhi foi precursor da resistência contra o colonialismo do Reino Unido através de uma bem-sucedida campanha de ‘não violência‘, que culminou com a independência da Índia.
O Padre Júlio Lancellotti postou em suas redes sociais o papel com um texto ameaçador, cheio de erros de português.
Veja abaixo:

