📷 Principais números e desempenhos do modelo Rio 3.5 Open 397B, desenvolvido pela IplanRio, empresa de tecnologia da Prefeitura do Rio de Janeiro. Com custo de apenas R$ 500 mil, a inteligência artificial superou o Qwen 3.7 Plus (Alibaba) nos benchmarks Terminal 2.1 (programação) e SWE-Bench Pro (engenharia de software), além de encostar no DeepSeek. A prefeitura promete lançar mais de 100 modelos open source nos próximos meses / Divulgação / IplanRio / Arte: URBSMAGNA©
| Rio de Janeiro (RJ)
14 de junho de 2026
O que parecia improvável se tornou realidade na sexta-feira (12/jun). A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da empresa municipal IplanRio, lançou um modelo de inteligência artificial que superou gigantes chinesas em benchmarks técnicos de programação.
E o feito custou apenas R$ 500 mil aos cofres públicos, conforme já havia sido noticiado pelo portal Baguete em abril.
O modelo batizado de Rio 3.5 Open 397B, disponível na plataforma Hugging Face, atingiu marcas expressivas.
De acordo com informações que circulam na comunidade de tecnologia, a IA carioca superou o Qwen 3.7 Plus, da gigante chinesa Alibaba, no benchmark Terminal 2.1, um dos testes de programação mais desafiadores da atualidade.
Em outro teste rigoroso, o SWE-Bench Pro (que avalia a capacidade da IA de resolver tarefas reais de engenharia de software), o modelo registrou 58,1 pontos, um desempenho que o coloca no mesmo patamar do DeepSeek, o modelo chinês que chocou o Vale do Silício no início do ano.
TECNOLOGIA DE PONTA COM INVESTIMENTO REDUZIDO
A façanha técnica da IplanRio foi possível graças a duas estratégias principais. A primeira foi o uso de modelos de código aberto como base.
O Rio 3.5 Open 397B foi construído a partir da arquitetura do Qwen 3.5 de 397 bilhões de parâmetros.
A segunda, e mais crucial, foi o desenvolvimento proprietário do framework SwiReasoning.
Conforme detalhado pela própria IplanRio no Hugging Face, o SwiReasoning permite que o modelo alterne dinamicamente entre dois modos de raciocínio.
O primeiro é o raciocínio explícito, a tradicional cadeia de pensamento (chain-of-thought) que consome muitos tokens. O segundo é o raciocínio latente, no qual a IA processa informações em um espaço conceitual contínuo, pensando “em silêncio” no espaço oculto da rede neural.
“A falta de verba estimula a criatividade”, explicou João Carabetta, diretor-presidente da IplanRio, em entrevista anterior ao Mobile Time.
O resultado é um modelo não apenas mais inteligente, mas também muito mais eficiente.
O Rio 3.5 utiliza menos tokens de raciocínio do que modelos convencionais como o GPT-OSS ou o próprio Qwen, o que o torna competitivo em custo operacional.
Este é um passo monumental para a soberania nacional no campo tecnológico. Diferentemente de modelos privados que enviam dados para servidores no exterior, o Rio 3.5 Open pode ser executado localmente.
A licença MIT garante que empresas, governos e universidades possam usar, modificar e até comercializar soluções baseadas na IA carioca sem burocracia.
O FUTURO: MAIS DE 100 MODELOS POR VIR.
O anúncio, no entanto, pode ser apenas o começo de uma revolução. Em uma publicação no Reddit, um dos pesquisadores envolvidos no projeto afirmou que a Prefeitura do Rio e a IplanRio planejam lançar mais de 100 modelos de código aberto nos próximos meses.
A declaração, que rapidamente se espalhou pelas comunidades de tecnologia, como no Digg e no fórum LINUX DO, alimenta a tese de que a capital fluminense está se consolidando como um verdadeiro hub de inovação em IA.
Um usuário na plataforma X (antigo Twitter) resumiu o sentimento geral: “SITUAÇÃO DETECTADA: A cidade do Rio de Janeiro realizou o pós-treinamento de um modelo”.
A iniciativa não é isolada. Ela faz parte de um programa mais amplo da gestão municipal, o Sandbox.Rio, que já selecionou projetos inovadores nas áreas de saúde, sustentabilidade e cidades inteligentes para serem testados na cidade.
Com o lançamento da família de modelos Rio 3 Open, que inclui desde versões mini (4B parâmetros) até a gigante recém-lançada, a Prefeitura do Rio demonstra que a inovação tecnológica pode, sim, ser uma política pública eficiente e descentralizada.
A corrida global pela supremacia em inteligência artificial não será decidida apenas por gigantes privadas de Silicon Valley ou Pequim. Governos locais, com orçamentos apertados mas visão estratégica, estão entrando na disputa para construir um futuro tecnológico mais democrático e aberto.
A comunidade de tecnologia aguarda ansiosamente a confirmação oficial dos benchmarks do modelo Rio 3.5 Open 397B pela IplanRio.
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