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Polícia Federal procura Eduardo Bolsonaro para inquérito no STF

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    Agentes tentaram intimar o deputado para esclarecimentos sobre coação e obstrução de justiça, mas o filho do ex-presidente não foi localizado – SAIBA MAIS

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    Brasília, 06 de junho de 2025

    A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não conseguiu intimar o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para prestar esclarecimentos em um inquérito que investiga sua atuação nos Estados Unidos.

    As tentativas de contato, feitas por e-mail e WhatsApp, não obtiveram resposta, apesar de registros confirmarem o recebimento das mensagens.

    O inquérito apura possíveis crimes de “coação no curso do processo”, “obstrução de investigação” e “tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.

    Eduardo Bolsonaro, que está licenciado do mandato desde fevereiro de 2025 e reside nos EUA, é suspeito de articular sanções contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

    A investigação foi iniciada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após denúncias do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que apontou ações de Eduardo como tentativa de interferir em processos judiciais, incluindo o inquérito da “trama golpista”, no qual seu pai, Jair Bolsonaro, é réu.

    O STF autorizou que Eduardo preste esclarecimentos por escrito, considerando sua residência no exterior. No entanto, a falta de resposta às intimações levanta preocupações sobre o andamento do processo.

    A PGR destacou que as ações do parlamentar nos EUA visam “intimidar agentes públicos” e perturbar investigações, como o Inquérito 4.781, que apura ataques virtuais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao STF.

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    Jair Bolsonaro, ouvido pela PF em 5 de junho de 2025, confirmou ter transferido R$ 2 milhões via Pix para sustentar o filho nos EUA, reforçando a tese de que seria beneficiário direto das ações de Eduardo.

    O ex-presidente negou envolvimento com outras investigações, como a relacionada à deputada Carla Zambelli.

    A defesa de Eduardo contesta a relatoria de Alexandre de Moraes, alegando falta de imparcialidade, já que o ministro é alvo das críticas do deputado.

    A estratégia inclui questionar a escolha do relator, feita sem sorteio pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, por “prevenção”.

    O caso ganhou tração após declarações do senador americano Marco Rubio, que mencionou a possibilidade de sanções contra Moraes, intensificando as tensões diplomáticas entre Brasil e EUA.

    Especialistas apontam que as ações de Eduardo exploram lacunas na regulação das redes sociais para amplificar narrativas contra o Judiciário brasileiro, o que pode impactar as eleições de 2026, onde ele é cotado como candidato ao Senado por São Paulo.

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