As imagens de uma criança de 10 anos sendo perseguida por vários agentes da Polizei viralizaram nas redes sociais – No país, ativistas mantêm protestos enquanto a polícia reprime palestinos, árabes, turcos e membros da comunidade judaica que denunciam o genocídio de Israel – ASSISTA
Seria difícil de acreditar se não tivesse sido gravado, como dizem nas redes sociais, mas aconteceu na Alemanha. Viraliza nas redes sociais um vídeo de um protesto em Berlim, que teve uma cena curiosa e polêmica:
Durante um protesto contra o genocídio praticado por Israel contra os povos do Território Palestino ocupado, a famosa Polizei perseguiu um menino de 10 anos porque ele estava com uma bandeira da Palestina.
De acordo com informações nas plataformas sociais sobre o testemunho de quem estava presente na manifestação, garoto foi detido e levado, mas não há informações se ele foi liberado.
Ao se observar as imagens, é como se o espectador fosse remetido ao cinema mudo da década de 1920, quando atores como Charlie Chaplin se consagraram pelo expressionismo de seus gestos, a exemplo de algumas cenas de perseguição da polícia, que ficaram famosas.
Talvez sem entender o motivo pelo qual estava sendo caçado pela Polizei, a criança corria assustada, sem largar o que para ele poderia ser apenas um brinquedo que causava a satisfação de seus familiares que viam-no participando de uma comemoração qualquer. E nem deve saber o significado de geopolítica.
Ativistas mantêm protestos apesar da violência adotada pelo regime na Alemanha contra manifestantes civis, incluindo não somente palestinos, árabes e turcos, mas também membros da comunidade judaica que denunciam o genocídio.
Assista abaixo e leia mais a seguir seguir:
Na quarta-feira (18/9), a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que exige que Israel “ponha fim sem demora à sua presença ilegal no Território Palestino Ocupado, o que constitui um ato ilícito de caráter contínuo que acarreta sua responsabilidade internacional, e faça isso em no máximo 12 meses“, além de reparar os palestinos pelos danos causados pela ocupação.
O órgão da ONU recebeu o o Parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça em 19 de julho de 2024, quando o tribunal determinou, entre outras coisas, que a presença contínua de Israel no Território Palestino Ocupado é ilegal e o país tem a obrigação de pôr fim à sua presença o mais rapidamente possível, além de cessar imediatamente todas as novas atividades de assentamento e evacuar todos os colonos e reparar os danos causados a todas as pessoas naturais ou jurídicas.
“Todos os Estados têm a obrigação de não reconhecer como legal a situação resultante da presença ilegal de Israel no Território Palestino Ocupado e de não prestar ajuda ou assistência na manutenção da situação criada pela continuidade da presença”, diz o texto do Parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça.
O TIJ afirmou que organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas, têm a obrigação de não reconhecer como legal a situação e deixou a cargo da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança as “ações necessárias para pôr fim o mais rapidamente possível à presença ilegal de Israel no Território Palestino Ocupado“.
