| Brasília (DF)
12 de junho de 2026
A Polícia Federal rejeitou, na quinta-feira (11/jun), pela segunda vez em menos de um mês, a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Investigadores da corporação classificam a estratégia do banqueiro como uma “delação totalmente defensiva” e um cálculo político voltado para o período pós-eleição.
De acordo com o g1, o material entregue pela defesa não trouxe avanços substanciais às investigações do Caso Master.
Grande parte das informações já constava dos mais de oito celulares apreendidos com Vorcaro, cujos dados são considerados pelos investigadores como “uma delação premiada” em si.
A primeira proposta, apresentada em maio, também foi recusada pela Polícia Federal por omissões e blindagem de aliados.
Na segunda versão, Vorcaro passou a citar nomes e situações específicas, mas os agentes avaliaram que o conteúdo não agregava elementos inéditos nem provas concretas capazes de justificar benefícios na sentença.
Investigadores observam que o banqueiro demonstra dificuldade em assumir responsabilidades pelos fatos apurados e age para proteger personagens relevantes nas apurações.
A avaliação é que Vorcaro utiliza as negociações para ganhar tempo, apostando em uma acomodação política mais favorável após as eleições de 2026.
O STF, por meio do ministro André Mendonça, acompanha o processo.
Qualquer eventual acordo ainda precisaria passar pela análise da PGR e pela homologação judicial, com exigência de devolução integral dos valores desviados.
Enquanto isso, as investigações da Polícia Federal seguem com base nas provas já coletadas, incluindo indícios de fraudes bilionárias, corrupção e uso de estrutura de milícia privada.
A rejeição da segunda proposta reforça que o sistema de justiça não aceita colaborações que sirvam apenas como instrumento de defesa pessoal.
Daniel Vorcaro permanece na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Caso as tratativas não avancem, a corporação deve solicitar ao STF sua transferência para a Penitenciária da Papuda.
A postura da Polícia Federal preserva a integridade das investigações e impede que acordos seletivos comprometam o avanço das apurações sobre fraudes no sistema financeiro.
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FAQ Rápido
1. Por que a PF rejeitou a delação de Vorcaro?
Porque o material não apresentou fatos novos relevantes nem provas inéditas. Grande parte do conteúdo já era conhecido pelos investigadores a partir dos celulares apreendidos.
2. O que significa “delação defensiva”?
É uma estratégia em que o investigado evita assumir responsabilidades plenas, protege aliados e usa a negociação mais para se defender do que para colaborar efetivamente com a Justiça.
3. O que pode acontecer agora com o caso?
As negociações continuam com a PGR, mas a Polícia Federal mantém posição firme. O ministro André Mendonça, do STF, deve analisar os próximos passos, e as investigações do Caso Master seguem com base nas provas já obtidas.
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