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    Moraes manda prender delegada que produziu dados para a PRF dificultar trânsito de eleitores de Lula no Nordeste

    Ministro rejeita recurso e determina início da execução da sentença de oito anos e seis meses contra ex-diretora de inteligência do Ministério da Justiça

    Delegada Marília Ferreira de Alencar e ministro Alexandre de Moraes

    Delegada Marília Ferreira de Alencar prestando depoimento como testemunha sobre os preparativos e falhas de inteligência relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal |9.3.2026| Imagem reprodução | No destaque, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante sessão na Corte Máxima de Justiça do Brasil / Imagem reprodução / TV Justiça

    Brasília (DF) · 24 de abril de 2026

    A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (24/abr), mandado para que a delegada Marília Ferreira de Alencar inicie o cumprimento da pena de oito anos e seis meses de prisão a que foi condenada por participação na trama golpista.

    A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa e expediu a ordem de execução da sentença.

    A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante o governo Bolsonaro integrava o núcleo 2 da ação penal.

    Ela foi condenada, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF em 16 de dezembro de 2025 pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    Além da pena privativa de liberdade, perdeu o cargo de delegada da PF e deverá pagar 40 dias-multa no valor de um salário mínimo.

    A medida concretiza o trânsito em julgado da condenação e marca a transição da medida cautelar de prisão domiciliar preventiva — imposta em dezembro de 2025 após tentativa de fuga de outro condenado — para o efetivo cumprimento da pena, inicialmente em regime domiciliar por 90 dias.

    Segundo o acórdão, Marília Ferreira de Alencar coordenou a elaboração de análises de business intelligence com dados eleitorais que subsidiaram operações da Polícia Rodoviária Federal destinadas a dificultar o trânsito de eleitores no Nordeste durante o segundo turno das eleições de 2022.

    A conduta, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, integrava o esforço para interferir no resultado do pleito.

    A rejeição dos embargos de declaração pela defesa, conforme noticiado pela UOL, eliminou os últimos obstáculos processuais e permitiu a execução imediata da sentença.

    A delegada, que já usava tornozeleira eletrônica desde o final de 2025, agora cumpre a pena de forma efetiva.

    FAQ Rápido

    1. Por que a prisão ocorreu apenas agora?
    Porque o STF concluiu o trânsito em julgado após rejeitar os embargos de declaração da defesa, permitindo a execução da sentença condenatória.

    2. Qual foi o papel de Marília Ferreira de Alencar na trama golpista?
    Como diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, ela forneceu dados eleitorais usados pela PRF para operações que visavam impedir eleitores do Nordeste de votar em 2022.

    3. Qual o regime de cumprimento da pena?
    Inicialmente prisão domiciliar por 90 dias, com tornozeleira eletrônica, conforme determinação de Alexandre de Moraes.




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