
Fronteira do Brasil com a Venezuela, em Roraima – Imagem reprodução/Google
Operação Cessatio bloqueia R$ 16 milhões e mira advogados e delegado aposentado por falsificação de documentos – SAIBA MAIS
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Boa Vista (Roraima), 24 de abril de 2025
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na quinta-feira (24/abr), a Operação Cessatio, em Roraima, para combater fraudes no Benefício de Prestação Continuada (BPC) destinadas a idosos venezuelanos.
Segundo a investigação, agenciadores cooptavam idosos ainda na Venezuela, falsificavam documentos e cadastros para garantir o benefício, que continuava sendo pago mesmo após o retorno dos beneficiários ao país de origem.
A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Boa Vista e Pacaraima, atingindo oito investigados, incluindo sete escritórios de advocacia e um delegado aposentado da Polícia Civil, suspeito de facilitar centenas de benefícios irregulares.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 16 milhões em bens e valores, além de suspender atividades econômicas dos envolvidos, conforme mostrou a Folha de S. Paulo.
A ação é um desdobramento da Operação Ataktos, de 2024, e foi iniciada com base em denúncias de beneficiários que não residiam no Brasil.
A PF identificou um esquema estruturado que explorava vulnerabilidades no sistema do INSS, com advogados especializados em obter benefícios fraudulentos.
A operação ocorre em um contexto de intensificação de ações contra desvios no INSS, como a Operação Sem Desconto, deflagrada um dia antes, que investigou descontos indevidos em aposentadorias.
A PF estima que as fraudes causaram prejuízos significativos aos cofres públicos, reforçando a necessidade de maior controle nos processos de concessão de benefícios.
O caso expõe fragilidades no sistema previdenciário brasileiro e levanta debates sobre a fiscalização de benefícios assistenciais.
A sofisticação do esquema é destacada devido à utilização de documentos falsos para burlar verificações.
A operação reforça o compromisso da PF em coibir crimes contra a Previdência Social, especialmente em regiões de fronteira como Roraima, onde a migração venezuelana é intensa.
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As investigações seguem para identificar outros envolvidos e mapear a extensão do esquema, enquanto medidas judiciais buscam mitigar os danos causados.












