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    PF abre inquérito e mira 5 deputados por emendas suspeitas no filme ‘Dark Horse’

    — calculando —
    Viatura da PF e ator Jim Caviezel no filme Dark Horse

    📷 Uma viatura da POLÍCIA FEDERAL (DIVULGAÇÃO/PF) e a representação do ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme Dark Horse (Arte Urbs Magna)

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    01 de julho de 2026

    O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar o uso de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares a empresas e ONGs ligadas à produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A informação foi publicada pelo portal Metrópoles, na coluna da jornalista Manoela Alcântara.

    O ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, determinou a instauração do inquérito após receber uma ação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).

    A parlamentar requisitou a apuração de repasses de emendas a um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar o uso de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares a empresas e ONGs ligadas à produção do filme ‘Dark Horse’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Os alvos da investigação

    De acordo com a denúncia que embasou a decisão do ministro Flávio Dino, cinco deputados federais são alvo da investigação por terem destinado emendas a empresas e ONGs que teriam financiado a produção do filme.

    Entre os parlamentares citados estão Mario Frias (PL-SP) – que, além de parlamentar, atua como produtor-executivo do filme e teria destinado R$ 2 milhões à ONG ‘Instituto Conhecer Brasil’; Bia Kicis (PL-DF); Marcos Pollon (PL-MS); Carla Zambelli (PL-SP); Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    O ecossistema de ONGs

    A denúncia feita por Tabata Amaral ao STF aponta que os recursos teriam sido destinados a um conjunto de organizações controladas por Karina Ferreira da Gama, produtora cultural ligada à produção do filme ‘<strong>’Dark Horse’.

    As entidades citadas são Instituto Conhecer Brasil; Academia Nacional de Cultura; Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria.

    Segundo a denúncia, a Academia Nacional de Cultura teria recebido cerca de R$ 2,6 milhões de parlamentares.

    Mario Frias, que é produtor-executivo do filme, nega as acusações.

    A dimensão política do caso

    A investigação da Polícia Federal atinge em cheio o núcleo do bolsonarismo no Congresso. Todos os deputados citados são aliados de primeira hora do ex-presidente e fazem parte da chamada “bancada da bala” ou da ala mais radical do PL.

    O desenrolar do inquérito pode ter impactos diretos nas eleições de 2026. Os nomes de Mario Frias, Bia Kicis e Carla Zambelli são frequentemente cotados para compor chapas ou disputar cargos majoritários.

    Uma eventual confirmação de irregularidades pode inviabilizar essas candidaturas e fragilizar ainda mais a imagem do bolsonarismo, já desgastada por escândalos como o do Banco Master e a investigação sobre o próprio filme Dark Horse.

    O fato de a ação ter partido de Tabata Amaral, uma parlamentar do PSB, tradicionalmente crítica ao bolsonarismo, reforça o caráter político da investigação.

    A deputada busca, com a ação, expor o que classifica como um “esquema” de financiamento de propaganda política com dinheiro público.

    A decisão de Flávio Dino de autorizar a investigação, por sua vez, coloca o ministro no centro de mais uma disputa envolvendo o bolsonarismo. 

    Dino tem sido alvo de críticas da direita por decisões consideradas desfavoráveis ao ex-presidente e seus aliados.

    A Polícia Federal ainda não divulgou o andamento das diligências iniciais.

    Os deputados citados ainda não se manifestaram publicamente sobre a abertura do inquérito.



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