DoD pode tirar mísseis do país de Zelensky? O que ninguém está dizendo sobre o possível desvio de armas dos EUA da Ucrânia, que perde prioridade para o Irã
Washington, D.C. (US) · 26 de março de 2026
O Departamento de Defesa dos EUA está considerando realocar parte de sua ajuda militar originalmente destinada à Ucrânia para o Oriente Médio.
A revelação partiu de reportagem exclusiva do Washington Post nesta quinta-feira (26/mar), citada pela Reuters.
De acordo com três pessoas familiarizadas com as discussões, o Pentágono avalia o redirecionamento porque a guerra no Irã vem consumindo rapidamente suprimentos de munições críticas das forças americanas.
Os itens em estudo incluem mísseis interceptadores de defesa aérea, adquiridos por meio de iniciativa da OTAN lançada em 2025, na qual países parceiros compram armamento dos EUA para entregar a Kiev.
A possível mudança ocorre no momento em que as operações americanas na região se intensificam.
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, declarou na quarta-feira que as forças dos EUA já atingiram mais de 10 mil alvos dentro do Irã e estão em vias de limitar a capacidade de projeção de poder do país.
Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA disse ao jornal que o órgão vai “garantir que as forças dos EUA, bem como as de nossos aliados e parceiros, tenham o que precisam para lutar e vencer”.
Já um oficial da OTAN reforçou que o equipamento continua fluindo para a Ucrânia pelo programa Prioritised Ukraine Requirements List (PURL) – Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia – uma iniciativa da Organização do Tratado do Atlântico Norte, lançada em 2025, para acelerar a entrega de armas e equipamentos críticos à Ucrânia – com várias bilhões de dólares já comprometidos e novas contribuições previstas.
Essa discussão sobre realocação de armas ilustra os difíceis cálculos de segurança internacional em um cenário de múltiplos conflitos simultâneos.
Ela reforça a necessidade de estratégias que preservem tanto o apoio a nações que defendem sua soberania quanto a capacidade operacional das forças aliadas em todas as frentes.
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