📷 Agentes de segurança durante a Operação Mensageiro / Foto divulgação MPSC / via g1
| Florianópolis (SC)
09 de junho de 2026
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou dois ex-prefeitos investigados na Operação Mensageiro por corrupção, fraude em licitação e organização criminosa.
As decisões divulgadas pelo Ministério Público de Santa Catarina, envolvem Adriano Poffo , de Ibirama, e Adelmo Alberti, de Bela Vista do Toldo.
No caso mais grave, Adriano Poffo recebeu pena de 13 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado, acrescida de 3 anos e 6 meses de detenção em regime semiaberto, além da perda do mandato e da proibição de exercer cargo público por 8 anos após o cumprimento da pena.
O ex-prefeito foi apontado como integrante de esquema que beneficiou empresa ligada à coleta de resíduos sólidos em contratos e licitações municipais.
O ex-secretário de Administração de Ibirama também foi condenado pelos mesmos crimes, com pena de 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão e 1 ano e 2 meses de detenção.
Já Adelmo Alberti foi condenado a 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial fechado e 1 ano e 2 meses de detenção em regime semiaberto.
Segundo o ND Mais, ele firmou acordo de colaboração premiada e detalhou o funcionamento do esquema de propina em contratos de coleta, transporte e destinação final de lixo.
Os fatos ocorreram entre o final de 2017 e julho de 2021.
A Operação Mensageiro investiga um esquema milionário de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos em troca de favorecimento em licitações de serviços de coleta de resíduos em diversas cidades catarinenses.
As decisões da 5ª Câmara Criminal do TJSC ainda cabem recurso.
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A Operação Mensageiro (junto com a Et Pater Filium) resultou na detenção de dezenas de chefes de Executivo. A lista oficial de prefeitos e ex-prefeitos com condenações já proferidas pela Justiça decorrentes do esquema de lixo engloba:
Prefeitos e Ex-Prefeitos Oficialmente Condenados
Adriano Poffo (MDB) – Ex-prefeito de Ibirama. Condenado em maio de 2026 pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) a 13 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa.
Marlon Neuber (PL) – Ex-prefeito de Itapoá. Primeiro político condenado pelo colegiado do TJSC, recebendo inicialmente 18 anos de prisão após fechar acordo de colaboração e confessar o recebimento de propinas.
Deyvisonn Souza (MDB) – Ex-prefeito de Pescaria Brava. Sentenciado a 64 anos de prisão na primeira decisão colegiada da operação.
Luiz Carlos Tamanini (MDB) – Ex-prefeito de Corupá. Condenado a uma pena acumulada de 41 anos e 5 meses de reclusão por corrupção passiva e fraude licitatória no mesmo julgamento de Itapoá e Pescaria Brava.
Patrick Corrêa (Republicanos) – Prefeito de Imaruí. Condenado pela 5ª Câmara Criminal do TJSC a 22 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, além da perda definitiva do cargo público.
Antônio Ceron (PSD) – Ex-prefeito de Lages. Condenado pelo Tribunal de Justiça a 9 anos, 8 meses e 20 dias de prisão em regime inicialmente fechado por corrupção e organização criminosa.
Adelmo Alberti (União Brasil) – Ex-prefeito de Bela Vista do Toldo. Alvo da operação inicial, cooperou com o MPSC em delação premiada e acabou condenado a 4 anos, 7 meses e 18 dias de reclusão pelas fraudes em contratos municipais, incluindo o setor de resíduos.
Orildo Antônio Severgnini (MDB) – Ex-prefeito de Major Vieira. Preso na Et Pater Filium (que abriu as portas para investigar o Grupo Serrana), soma diversas condenações por fraudes que ultrapassam 100 anos de prisão.
Réus ou Ex-Presos que Aguardam Sentença (Sem Condenação no Lixo)
Processos ainda estão em fase de alegações finais ou recursos, não registrando condenação penal definitiva por esse esquema específico até o momento:
Joares Ponticelli (PP) – Tubarão. Virou réu e renunciou ao cargo. Responde ao processo em liberdade, com o trâmite na comarca local aguardando desfecho de primeira instância.
Vicente Corrêa Costa (PL) – Capivari de Baixo. Tornou-se réu e renunciou ao cargo. O processo moveu-se para o primeiro grau e aguarda a decretação de sentença pelas instâncias ordinárias.
Luiz Henrique Saliba (PP) – Papanduva. Possui condenação por outra apuração autônoma (Operação Patrola), porém na Operação Mensageiro o processo segue em instrução.
Antônio Rodrigues (PP) – Balneário Barra do Sul. Teve o mandato extinto pelo legislativo municipal, mas seu caso criminal permanece em andamento técnico.
Armindo Sesar Tassi (MDB) – Massaranduba.
Felipe Voigt (MDB) – Schroeder.
Luiz Divonsir Shimoguiri (PSD) – Três Barras.
Adilson Lisczkovski (Patriota) – Major Vieira.
Douglas Elias Costa (PL) – Barra Velha.
Alfredo Cezar Dreher (Podemos) – Bela Vista do Toldo.
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FAQ Rápido
1. Quais crimes levaram às condenações?
Corrupção passiva, fraude em licitação e participação em organização criminosa envolvendo contratos de coleta de lixo.
2. Quem colaborou com as investigações?
O ex-prefeito Adelmo Alberti, de Bela Vista do Toldo, por meio de delação premiada que originou a operação.
3. As condenações são definitivas?
Não. Todas as decisões ainda podem ser recorridas.
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