Jair Bolsonaro, em evento em Goiânia |4.4.2025| Foto: Ueslei Marcelino / Reuters | Ministros do TSE, Cármen Lúcia e Nunes Marques / Foto: Wilton Junior / Estadão
| Brasília (DF)
11 de maio de 2026
O ministro Kassio Nunes Marques convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro para sua posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para terça-feira (12/mai).
O gesto seguiu rigorosamente o protocolo: todos os ex-presidentes vivos do Brasil receberam o convite, incluindo Dilma Rousseff, Fernando Collor, José Sarney, Michel Temer e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A assessoria do ministro informou tratar-se de “lista protocolar”, sem contatos pessoais.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos em regime domiciliar, e sua eventual presença na cerimônia depende de autorização especial do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no Supremo Tribunal Federal (STF).
O mesmo vale para Fernando Collor, também em prisão domiciliar.
O episódio, embora formal, ganha peso simbólico no momento em que o STF e o TSE vivem transição de comando.
Pela primeira vez, dois ministros indicados por Bolsonaro — Kassio Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência — assumirão a direção da Corte Eleitoral durante o ciclo eleitoral de 2026.
O respeito ao protocolo institucional reforça a solidez da democracia e das instituições, mesmo diante de desafios judiciais em curso.
Nunes Marques, indicado ao STF por Bolsonaro em 2020, substitui a ministra Cármen Lúcia e terá papel central na organização das eleições 2026.
Fontes próximas indicam que o novo presidente do TSE pretende priorizar a defesa das urnas eletrônicas, o combate à desinformação via parcerias com universidades e uma abordagem menos intervencionista no monitoramento de redes sociais.
O caso conecta-se diretamente ao histórico recente da justiça eleitoral, que enfrentou polarização intensa em pleitos anteriores.
A manutenção do equilíbrio entre protocolo e decisões cautelares do STF demonstra, na prática, o funcionamento republicano do sistema.
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FAQ Rápido
1. Bolsonaro poderá comparecer à posse?
Apenas se Alexandre de Moraes autorizar. O convite é protocolar, mas a prisão domiciliar exige liberação judicial específica.
2. Quem assume a vice-presidência do TSE?
O ministro André Mendonça, também indicado por Bolsonaro ao STF.
3. Qual o impacto para as eleições de 2026?
Pela primeira vez, indicados por Bolsonaro comandarão o TSE durante todo o processo eleitoral, com foco anunciado na defesa das urnas e no combate à desinformação.
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Esses Bolsonaristas foram indicados pelo genocida, esse povo não tem credibilidade, não inspira confiança, o processo eleitoral não pode ficar no comando de milicianos