O Presidente criticou Israel e prometeu ajudar a UNRWA, que sofreu corte de repasses de países europeus, Japão e EUA devido a acusações de que funcionários da entidade de ajuda aos refugiados estariam ligados ao Hamas
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O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está no Chifre da África, em uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh, neste sábado (17/2).
A região, localizada no Nordeste do continente africano, abrange Somália, Eritreia, Djibouti e a Etiópia, onde o estadista se encontra, na capital Adis Abeba, desde a noite de quinta-feira (15/2), após visita ao Egito.
No Cairo, Lula discursou ao lado do presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sisi, e, a poucos quilômetros de Jerusalém, afirmou que “não tem nenhuma explicação o comportamento do Israel a pretexto de derrotar o Hamas estar matando mulheres e crianças, coisa jamais vista em qualquer guerra que eu tenha conhecimento”.
O estadista brasileiro está participando, como convidado, da ‘Cúpula da União Africana‘ e tem presença confirmada no evento ‘Financiamento climático para a agricultura e segurança alimentar: Implementação da Declaração de Nairóbi e resultados da COP-28‘.
A reunião de Lula com Shtayyeh ocorre após a promessa de ajuda financeira do Brasil à UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio).
A iniciativa vai na contramão de países europeus, Japão e EUA, que cortaram repasses após denúncia de que funcionários do órgão da ONU teriam envolvimento com o Hamas.
“Meu governo fará um novo aporte de recursos para a UNRWA, e exortamos todos os países a manter e reforçar suas contribuições”, afirmou o chefe do Executivo, na quinta-feira (15/2).
No mesmo dia, a agência publicou no ‘X’ “imagens chocantes” da “destruição inimaginável na cidade de Gaza“, o que inclui seu “centro de saúde“.
Segundo o texto na plataforma de microblogging, “mais de 70% das infra-estruturas civis, incluindo casas, hospitais e escolas, foram destruídas ou gravemente danificadas” e “84% das instalações de saúde foram afetadas por ataques“. A UNRWA observou ainda que “nenhum lugar é seguro“.
Shocking footage shows unimaginable destruction in📍#Gaza city, including our health centre.
— UNRWA (@UNRWA) February 15, 2024
+70% of civilian infrastructure- including homes, hospitals & schools- have been destroyed or severely damaged.
84% of health facilities have been affected by attacks.
Nowhere is safe. pic.twitter.com/9yRjJGvSMA
Em outra postagem, feita ontem, a UNRWA mostrou “famílias de palestinos em Deir al-Balah, no centro de Gaza, enfileiradas por horas para receber uma refeição quente“.
“A fome se aproxima. A ajuda desesperadamente necessária não está mais chegando a Gaza”, escreveram representantes da entidade, na mensagem em que acrescentaram: “As pessoas em toda a Faixa de Gaza são perseguidas pela fome, doenças e morte“.



