Ministro do STF cobra documentos sobre qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres antes de autorizar assistência na residência do ex-presidente em Brasília
Brasília (DF) · 06 de abril de 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (6/abr) que a defesa de Jair Bolsonaro apresente as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres.
O irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia sido indicado para atuar como cuidador durante a prisão domiciliar do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília.
A indicação ocorreu sem o envio dos documentos que comprovem formação técnica na área de saúde.
O ministro destacou que “a defesa, entretanto, apresentou o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres, sem qualquer indicação de sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o como irmão de criação da esposa do réu (filho de sua madrasta) e ‘pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos’” conforme transcreveu a VEJA.
Moraes ordenou: “Determino que a defesa do custodiado apresente as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, em cumprimento à decisão de 24/3/2026”.
A solicitação original da defesa foi protocolada em quinta-feira (2/abr).
Os advogados argumentaram que Michelle Bolsonaro possui compromissos profissionais e pessoais que impedem acompanhamento integral, justificando a inclusão de uma pessoa de confiança.
“Não por outra razão, a Sra. Michelle já contou com a ajuda do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres, seu irmão de criação (filho de sua madrasta) em outros momentos em que o acompanhamento de seu esposo se fez necessário”, registra o pedido.
Carlos Eduardo Antunes Torres possui ensino médio completo, atua como fotógrafo e é sócio de empresas em Brasília.
Filiado ao PL, ele é pré-candidato a deputado distrital no Distrito Federal.
O ex-presidente cumpre 90 dias de prisão domiciliar após internação por broncopneumonia bacteriana.
A decisão de Alexandre de Moraes reforça a observância estrita dos requisitos legais nas medidas cautelares, garantindo que as instituições funcionem com transparência e equidade — valores fundamentais para a justiça e a democracia.
O Supremo Tribunal Federal mantém monitoramento 24 horas da residência por agentes da Polícia Federal, com restrições claras a visitas e uso de celular.
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