📷 Fumaça sobe de explosão em local não identificado durante o que o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) descreve como ataques a alvos militares iranianos, em captura de vídeo divulgada em 23 de julho de 2026. Foto: U.S. Central Command/Handout via Reuters. A imagem ilustra a 13ª noite consecutiva de operações norte-americanas no território iraniano |•| Urbs Magna
| Teerã (IR)
24 de julho de 2026
Mísseis dos Estados Unidos atingiram alvos militares em diversas regiões do Irã, inclusive a costa do Mar Cáspio, na sexta-feira (24/jul), horas depois de o presidente Donald Trump prometer uma “punição militar severa” a Teerã e aos houthis do Iêmen.
A ação amplia o conflito que já dura quase cinco meses e coloca em risco novos pontos de estrangulamento do comércio mundial.
A extensão dos ataques até o norte iraniano revela a profundidade da escalada.
Segundo a Reuters, os mísseis norte-americanos alcançaram o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária em Ziba Kenar, na província de Gilan, e a cidade portuária de Bandar Anzali, conforme autoridade de segurança local citada pela agência ILNA.
A emissora estatal IRIB informou que quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas em ataque à cidade de Ahvaz.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a conclusão da 13ª noite consecutiva de operações, com alvos em centros de comando, depósitos de drones, redes de comunicação, vigilância costeira e capacidades marítimas.
A declaração oficial afirma: “O CENTCOM visou centros de comando militar iranianos, instalações de armazenamento de drones, redes de comunicação, locais de vigilância costeira e capacidades marítimas para reduzir ainda mais a ameaça que o Irã representa para marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.”
A decisão de Trump veio após os houthis atacarem dois petroleiros sauditas no estreito de Bab el-Mandeb, na quinta-feira (23/jul).
O presidente escreveu em rede social que os Estados Unidos responsabilizariam o Irã por novos ataques, pois os houthis atuam como “surrogate and/or proxy of Iran”, e prometeu: “major military punishment will be inflicted upon Iran and, of course, the Houthis, themselves.”
Em entrevista à Axios, acrescentou: “They haven’t received enough pain yet.”Teerã reagiu.
A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido depósitos de equipamentos militares norte-americanos em Al-Adiri (Camp Buehring), no Kuwait, posições em Camp Arifjan e Camp Doha, uma torre de vigilância da Quinta Frota no Bahrein, quartéis e caças na Jordânia, além de instalações em Erbil, no Iraque, segundo a agência Tasnim.
A Jordânia informou ter interceptado sete mísseis e seis drones. Em nota divulgada pela Fars, a Guarda Revolucionária alertou populações de países do Golfo a se afastarem de prédios usados por militares norte-americanos.
A nova frente no Mar Vermelho multiplica os riscos para a navegação global e para a estabilidade de preços de energia.
O petróleo Brent chegou a superar US$ 100 o barril na quinta-feira (23/jul) antes de recuar.
O número de petroleiros que cruzaram o Estreito de Hormuz caiu para apenas um na mesma data, o menor desde 7 de maio.
A guerra, iniciada em fevereiro de 2026, já deixou milhares de mortos e testa a capacidade de contenção diplomática.
A expansão dos ataques norte-americanos até o Mar Cáspio e a resposta iraniana em território de aliados regionais aprofundam o ciclo de retaliações, com impacto direto sobre civis e sobre o fluxo comercial internacional.
A IRIB registrou quatro mortos e cinco feridos em Ahvaz.
Publicações recentes do CENTCOM e da IRIB seguem detalhando os alvos e as baixas; novos dados serão incluídos assim que confirmados por fontes oficiais.
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