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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    09 de setembro de 2026

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o pedido da Advocacia-Geral da União que quer suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    O prazo, aberto na noite de terça-feira (08/set), corre até sexta-feira (11/set) e devolve o impasse à Presidência da Corte.

    O que Fachin determinou?

    Segundo a CNN Brasil, Fachin despachou na Petição 16.662: “Intime-se o eminente Ministro André Mendonça, Relator da Pet nº 16.662, para que se manifeste sobre o pedido no prazo de 72 horas. Na sequência, retornem os autos à Presidência deste Supremo Tribunal”.

    A intimação veio depois do recurso protocolado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. A medida também alcança o afastamento do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

    Enquanto Mendonça não responde e Fachin não decide o pedido de suspensão, a liminar permanece em vigor. O diretor-executivo William Marcel Murad assumiu a direção-geral em exercício, conforme o G1.

    Por que Mendonça afastou Andrei Rodrigues?

    Na manhã de terça-feira (08/set), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e de Almada. A decisão atendeu a pedido do partido Novo, antecipado pelo O Globo.

    O relator do caso Banco Master afirmou que a PF produziu ao menos seis relatórios de inteligência, entre 3 e 31 de agosto, sobre sua atuação e sobre Jorge Messias. Na leitura de Mendonça, houve “monitoramento sistemático e ilegal” e “superlativa gravidade e ilicitude” na divulgação dos papéis por Alexandre de Moraes, no inquérito das fake news.

    A Agência Brasil registrou o trecho em que o ministro diz ter sido alvo da corporação por mais de 30 dias. O G1 destacou que o próprio documento interno classificava inferências com “confiança agregada baixa”, mas autorizava “monitoramento e coleta dirigida”.

    Mendonça também mandou a Corregedoria da PF abrir procedimentos penal e administrativo-disciplinar, suspendeu novos relatórios sobre magistrados e advocacia pública e pediu sessão virtual extraordinária da Segunda Turma.

    O que a AGU e o governo alegam?

    A peça de Messias, segundo a CNN e o G1, aponta “grave lesão à ordem pública e administrativa”. O órgão sustenta que nomear e exonerar o diretor-geral da PF é prerrogativa constitucional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Argumenta ainda que os fatos dos relatórios já estavam sob a Presidência do STF, com prazo em curso, e que Mendonça antecipou cautelares e levou à Turma tema que deveria ir ao plenário.

    Fachin recebeu nesta terça o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e Messias. Na saída, o advogado-geral classificou o encontro como “muito institucional e republicana”, segundo o Estadão.

    Gilmar Mendes pediu vista na Segunda Turma e afirmou que o caso pode “promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”. Antes da vista, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator, formando maioria provisória de 3 a 0. Dias Toffoli ainda não havia votado nas reportagens da noite.

    IMPORTANTE: O prazo de 72 horas não julga o mérito do afastamento nem restabelece Andrei Rodrigues no cargo. Fachin apenas intimou o relator a se manifestar sobre o pedido de suspensão da AGU. Depois da resposta, os autos voltam à Presidência. A liminar de Mendonça continua válida até nova decisão.

    Como a crise chegou a este ponto?

    O embate se arrasta desde a relatoria do Banco Master, herdada por Mendonça após Dias Toffoli deixar o caso. Mensagens do celular de Daniel Vorcaro citaram Moraes, Paulo Gonet e o próprio diretor-geral da PF. Na quinta-feira (03/set), Moraes pediu investigação contra Mendonça; Fachin abriu prazo de cinco dias para esclarecimentos dos quatro polos. O Urbs Magna já registrou essa escalada em crise no STF no caso Vorcaro e a prisão de Vorcaro sob relatoria de Mendonça.

    A análise aponta que o prazo até sexta-feira (11/set) testa a Presidência da Corte no limite entre duas teses: a de que inteligência policial não pode vigiar ministro do STF, e a de que um relator isolado não pode destituir o chefe da polícia judiciária federal às vésperas de uma eleição presidencial. As duas afirmações cabem no mesmo expediente. Nenhuma delas, sozinha, resolve o conflito de competências.

    Onze diretores da PF colocaram o cargo à disposição em apoio a Rodrigues, segundo o podcast O Assunto, do G1. O Novo pediu também prisão preventiva do delegado; Mendonça não deferiu essa parte.

    O que acontece agora?

    Mendonça precisa protocolar sua manifestação até sexta-feira (11/set). Fachin, então, decide se suspende ou mantém a liminar. Em paralelo, Gilmar Mendes tem até 90 dias para devolver a vista na Turma. O funcionamento da PF, as investigações do Master e do INSS e o clima da campanha de 2026 dependem dessas duas linhas processuais.

    FAQ rápido

    Qual é o prazo dado a Mendonça?
    72 horas a partir da intimação de terça-feira (08/set), o que leva a sexta-feira (11/set).

    Andrei Rodrigues já voltou ao cargo?
    Não. A liminar segue válida. William Marcel Murad assumiu a direção-geral em exercício.

    Quem pode reverter o afastamento?
    No recorte atual, a Presidência do STF, ao julgar o pedido da AGU, ou a Segunda Turma, quando Gilmar Mendes devolver a vista.

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