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Ex-ajudante de ordens do ex-presidente revela em delação que Almir Garnier integrava grupo que planejava golpe. Saiba os detalhes!
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Brasília, 09 de junho de 2025
O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid, afirmou que o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, fazia parte de um grupo radical que incentivava ações contra o Estado Democrático de Direito.
A revelação reforça investigações sobre uma suposta trama golpista para reverter as eleições de 2022.
Segundo Cid, o grupo, que incluía figuras como Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, buscava “instigar o ex-presidente a dar um golpe” e romantizava o uso do artigo 142 da Constituição como base para ações antidemocráticas.
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Garnier, único comandante das Forças Armadas a apoiar abertamente a ideia, teria dito que “colocaria tropas à disposição” de Bolsonaro.
A Polícia Federal apura a participação de Garnier em reuniões no Palácio da Alvorada, onde uma minuta golpista foi discutida.
Cid relatou que o ex-comandante da Marinha era visto como “patriota” e tinha “tanques no arsenal prontos”, segundo mensagens obtidas pelos investigadores.
O atual comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, negou que as ações de Garnier representem a instituição, afirmando que a Marinha está “100% ao lado da lei”.
Olsen destacou a importância de individualizar condutas para evitar suspeitas sobre a Força Naval.
A denúncia, que também envolve Jair Bolsonaro e outros ex-ministros, está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que Bolsonaro tentou articular uma “insurreição” com apoio de setores militares.
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