Lula venceria no 1º turno, mas ‘Bolsonaro promoveu o maior programa de compra de votos da história e, ainda assim, perdeu’, diz jornalista

Talvez isso, somado ao medo de ser preso, possa explicar em parte o motivo da frustração do ocupante do Planalto, que “perdeu porque, ao longo de quatro anos, realizou o pior governo da história”, completa Joaquim de Carvalho

O jornalista editor do portal de notícias GGN, Joaquim de Carvalho, disse no Twitter que “está ficando cada vez claro que Bolsonaro promoveu o maior programa de compra de votos da história. E ainda assim perdeu. E perdeu porque, ao longo de quatro anos, realizou o pior governo da história. Não pode ficar impune“.

As declarações têm base nas notícias de que o “TCU aumenta risco de prisão de Bolsonaro por usar Auxílio na compra de voto‘, conforme diz o título de matéria de Leonardo Sakamoto, no UOL. Veja abaixo e leia mais a seguir:

De acordo com o texto de Sakamoto, “crescem as chances de Jair Bolsonaro ser responsabilizado pela compra de votos usando o Auxílio Brasil, tornando-se inelegível ou indo para a cadeia após deixar o cargo no final do ano.

Análises tanto do Tribunal de Contas da União (TCU) quanto da Equipe de Transição LULA apontam que a inclusão de milhões de famílias formadas por apenas uma pessoa entre os beneficiários ocorreu sem a aplicação de medidas para evitar fraudes em meio às necessidades eleitorais do presidente. E que o empréstimo consignado foi usado como arma por votos mesmo com os riscos que ele representa para a população vulnerável”, diz a matéria. Leia parte, na sequência:

Parecer da equipe técnica do TCU, revelado pelo jornal O Globo, aponta pagamentos indevidos na inclusão de 3,5 milhões de famílias em agosto deste ano sob o pretexto de zerar a fila mas que visavam a impulsionar a campanha. O documento ainda deve ser votado pelo plenário da corte.

Houve, segundo o parecer, uma “duplicação da quantidade de famílias unipessoais” beneficiárias, o que não tem lastro na realidade. Na prática, o mais provável é que, vendo que o governo Bolsonaro deixou passar a boiada, membros de uma família que já recebia passaram a ganhar o benefício como se morassem sozinhos.

A ex-ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, integrante da equipe de transição do governo Lula, apontou, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (1/12), a fraude nos desembolsos do auxílio citando a explosão de famílias de uma pessoa só. Disse que “há fortes indícios de abuso de poder econômico e político por parte do governo, para além da incompetência e da má gestão“.

De acordo com dados trazidos por Campello, 1 milhão de famílias de uma pessoa só se cadastraram no benefício no final do ano passado, outras 500 mil nos seis meses seguintes e mais um milhão às vésperas da eleição, situação que teria sido ignorada pelos sistemas de controle do Ministério da Cidadania.

O ex-ministro Aloizio Mercadante, coordenador dos grupos técnicos da transição, indicou que isso pode representar crime de compra de votos com dinheiro público. E que após ter inserido 2,5 milhões desses beneficiários, agora o governo Bolsonaro joga o problema para a gestão Lula, que terá que analisar caso a caso. Defendeu que Bolsonaro seja acionado administrativamente e na Justiça por isso.

Na mesma coletiva, a senadora Simone Tebet, também parte desse grupo de trabalho, afirmou que isso “pode gerar inelegibilidade de algumas autoridades públicas se comprovar que elas tinham relação direta ou tinham fim eleitoreiro“.

Além da questão dos recursos, a inclusão de milhões de famílias unipessoais gera um desequilíbrio no programa de transferência de renda. Esse alerta já havia sido dado por Tereza Campello em entrevista ao UOL News no dia 11 de novembro. Segundo ela, alguma coisa está muito errada quando “um homem pobre morando sozinho e uma mãe com duas crianças com menos de três anos de idade ganham a mesma coisa, R$ 600“.

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