
O advogado-geral da União, Jorge Messias, e o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) / Foto: Ricardo Stuckert / PR
Brasília (DF) 05 de maio de 2026
Após a humilhação sem precedentes no Senado Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou da ideia de abandonar Jorge Messias e agora costura um plano de contingência para mantê-lo no primeiro escalão, enquanto busca um novo nome para repor a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a palavra de ordem é sobrevivência política e contenção de danos.
Na segunda-feira (4/mai), Lula se reuniu com Jorge Messias e pediu explicitamente que ele permaneça no comando da Advocacia-Geral da União (AGU), de acordo com apuração da CNN Brasil.
A reunião ocorreu em um clima de análise fria da derrota de quarta-feira (29/abr), quando o plenário rejeitou o nome de Messias para ministro do STF com 42 votos contra 34.
A Casa não derrubava um indicado à Corte há 132 anos.
O papel de Alcolumbre
A avaliação do entorno presidencial é de que houve “interferência direta” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para inviabilizar a nomeação.
A relação entre os dois, que já não era fluida, chegou ao ponto de ruptura.
Lula teria dito a aliados que Alcolumbre agiu nos bastidores como um “articulador da oposição”, frustrando a tentativa de colocar um nome de confiança na mais alta Corte do país.
Com a vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o governo precisa recompor o tabuleiro.
O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que Lula “está definindo sua nova indicação”, mas lamentou profundamente a derrota de Messias, classificando-o como um jurista preparado e com espírito público.
O dilema de Messias e a (má) hora dos ministros
Enquanto isso, o futuro de Jorge Messias se torna um problema logístico para o governo.
Inicialmente, cogitou-se sua saída da AGU, diante da impossibilidade de dialogar com o STF e o Congresso após a derrota.
No entanto, Lula quer segurá-lo, seja na AGU, seja realocando-o para o Ministério da Justiça.
A situação reflete o mau momento geral dos ministros considerados estratégicos para o Planalto.
A derrota no STF somada à derrubada do veto ao PL da Dosimetria expuseram a fragilidade de auxiliares como José Guimarães (Relações Institucionais) e Sidônio Palmeira (Comunicação), conforme avaliado pelo Jornal O Sul.
Seguno os redatores, Messias não tem mais “viabilidade política” para transitar nos corredores do poder como antes.
Reação da oposição
Enquanto isso, a oposição comemora. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o governo “acabou” e que a rejeição a Messias é o prenúncio da derrota de Lula nas urnas em outubro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vê o episódio como um fortalecimento de seu projeto presidencial.
A imprensa internacional repercutiu o fato como uma derrota histórica.
O El País (Espanha) destacou que a “lendária capacidade de Lula para forjar alianças” está em xeque, enquanto a Associated Press classificou o episódio como um “golpe político” severo.
Nota: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta terça-feira (5/abr) que não pautará nenhum novo nome para o STF enquanto o governo não apresentar uma lista tríplice, o que aumenta a tensão entre os Poderes.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

