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‘Abra seu coração’, diz Lula a Macron informando que não deixará presidência do Mercosul sem acordo com UE (vídeo)

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    Presidente do Brasil assumirá a liderança do bloco em 6 de julho, por seis meses, e fez um apelo direto ao presidente francês – ASSISTA e SAIBA MAIS

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    Brasília, 05 de junho de 2025

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (5/jun) que não deixará a presidência do Mercosul sem finalizar o acordo comercial com a União Europeia (UE).

    Em um vídeo postado nas redes sociais, Lula aparece nas imagens discursando ao lado de Macron, dizendo: “Eu não deixarei a presidência do Mercosul sem concluir o acordo com a União Europeia”.

    Ele assumirá a liderança do bloco em 6 de julho, por seis meses, e fez um apelo direto ao presidente francês Emmanuel Macron: “Meu caro Macron, abra o seu coração”.

    A declaração ocorreu durante coletiva com a imprensa brasileira e francesa, reforçando a prioridade do acordo Mercosul-UE para o Brasil.

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    O tratado, negociado há mais de 20 anos, enfrenta resistência, especialmente da França, devido a preocupações com produtores agrícolas e exigências ambientais.

    Lula busca superar esses entraves antes do fim de seu mandato no Mercosul.

    Histórico e Desafios do Acordo

    O acordo Mercosul-UE, iniciado em 1999, envolve 31 países e visa criar uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo, com um PIB combinado de 22 trilhões de dólares.

    Apesar de concluído em 2019, o tratado ainda precisa de ratificação pelos parlamentos dos países membros.

    A França, liderada por Macron, opõe-se ao texto atual, alegando que ele não atende às metas de descarbonização e proteção à biodiversidade.

    Lula criticou as exigências ambientais europeias, chamando-as de “inaceitáveis” e sugerindo que escondem interesses protecionistas.

    Ele destacou a importância do acordo para o Brasil, segundo maior parceiro comercial da UE, com um comércio de 92 bilhões de dólares em 2023.

    O tratado pode impulsionar exportações e modernizar a indústria brasileira.

    Estratégia de Lula na Presidência do Mercosul

    Ao assumir a presidência do Mercosul em 6 de julho de 2025, Lula planeja intensificar negociações com líderes europeus, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Olaf Scholz, chanceler da Alemanha.

    Ele já sinalizou que buscará reuniões presenciais para superar resistências, especialmente de Macron, que enfrenta pressão de agricultores franceses.

    “Não somos mais colonizados”, afirmou Lula em 2023, rebatendo críticas europeias.

    Ele defende um acordo equilibrado, que preserve políticas industriais brasileiras, como incentivos a pequenas empresas e ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    O Brasil também propôs ajustes no capítulo de compras governamentais, garantindo preferência a produtos nacionais.

    Reações e Expectativas

    A pressão de Lula foi bem recebida por aliados no Mercosul, como Uruguai e Paraguai, mas enfrenta desafios com a Argentina, cujo presidente Javier Milei já expressou resistência ao bloco.

    Na UE, países como Alemanha e Espanha apoiam o acordo, enquanto Áustria e Polônia alinham-se à França em preocupações agrícolas.

    A conclusão do tratado antes de dezembro de 2025 é vista como crucial, especialmente com a nova lei antidesmatamento da UE, que pode restringir exportações brasileiras de carne e soja.

    Lula aposta em sua liderança para evitar que o acordo, após 25 anos de negociações, fracasse novamente.

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