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Oito vezes em que o humorista Léo Lins exagerou na piada: artista foi condenado a oito anos de prisão (vídeos)

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    De acordo com perfil compartilhador, a turma do “foi só um batom” defende a liberdade de expressão do artista, enquanto a Justiça reforça seus limites – SAIBA MAIS

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    Brasília, 04 de junho de 2025

    O perfil no X de Rodrigo Luis Veloso postou 8 vídeos (assista no final da matéria) que colaboram para “explicar” os motivos para a decisão emitida pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo contra o humorista Léo Lins, 42, condenado a 8 anos, 3 meses e nove dias de prisão em regime fechado por falas preconceituosas em seus shows.

    A sentença destaca que a “liberdade de expressão não é pretexto para comentários odiosos”.

    O artista também foi multado em 1.170 salários mínimos e deverá pagar uma indenização no valor de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos, conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

    As piadas de Léo Lins no show “Perturbador” atingiram grupos como negros, indígenas, pessoas com deficiência, homossexuais, nordestinos, judeus, evangélicos, idosos, obesos e pessoas com HIV.

    Um vídeo, que alcançou 3 milhões de visualizações, foi suspenso do YouTube em 2023 por decisão judicial.

    A juíza Barbara de Lima Iseppi considerou as falas “discriminatórias e incitadoras de ódio”, agravadas pelo contexto de “descontração e diversão”, conforme a Lei 14.532/2023 sobre “racismo recreativo”.

    A defesa de Léo Lins, representada pelos advogados Carlos Eduardo Ramos e Lucas Giuberti, classificou a condenação como “censura” e anunciou recurso em segunda instância.

    “Ver um humorista condenado a sanções equivalentes a crimes como tráfico de drogas causa profunda preocupação”, afirmou a nota oficial.

    Nas redes sociais, Léo Lins publicou uma imagem da deusa Themis, símbolo da justiça, danificada, em crítica à sentença.

    Humoristas como Fábio Porchat, Antônio Tabet, Mauricio Meirelles e Jonathan Nemer defenderam Léo Lins, argumentando que a pena é desproporcional.

    “Condenar um comediante por piadas é uma insanidade”, disse Tabet no X. Já o jurista André Marsiglia criticou a decisão, afirmando que “piada é discurso ficcional, não sujeito à censura”.

    A Lei 7.716/1989 e a Lei 13.146/2015, que punem discriminação por raça, etnia, religião e deficiência, foram usadas como base para a condenação.

    Parlamentares, como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Sergio Moro (União Brasil-PR), também criticaram a decisão, alertando para o risco de cerceamento artístico.

    Em 2022, Léo Lins foi desligado do SBT após piada sobre uma criança cearense com hidrocefalia.

    Em 2021, a Prefeitura de Guarujá cancelou um show do humorista, alegando problemas técnicos, o que ele classificou como “censura”.

    Em 2023, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a remoção do especial “Perturbador” do YouTube, reforçando as restrições judiciais ao seu conteúdo.

    Léo Lins pode recorrer da sentença, e a defesa confia na reversão em instâncias superiores.

    Os vídeos postados por Rodrigo Luis Veloso

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