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    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Rio de Janeiro (RJ)
    22 de agosto de 2026

    O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou neste sábado (22/ago) o primeiro grande ato de campanha no Rio de Janeiro, no Estádio Moça Bonita, em Bangu. Batizado “o Brasil pronto para mais”, o encontro reforça a aliança com Eduardo Paes e coloca a segurança pública no centro do debate eleitoral, em meio à disputa acirrada com Flávio Bolsonaro.

    O evento, que começou com atraso superior a uma hora e meia, reuniu apoiadores no estádio de capacidade para cerca de nove mil pessoas, com telões do lado de fora.

    Participaram o candidato ao governo Eduardo Paes (PSD), os postulantes ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), além do prefeito Eduardo Cavaliere.

    A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, também falou sobre o papel das mulheres na decisão eleitoral. Durante o discurso, Lula prometeu recuperar territórios dominados pelo crime organizado.

    “Nós vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 1,2 mil, vamos prender e dizer que a rua é do povo e não dos bandidos”, afirmou.

    O estadista completou:

    “Vamos dizer: a rua é do povo, a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo, não é do bandido”.

    O presidente defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado para criar o Ministério da Segurança Pública e fortalecer a atuação da União.

    Elogiou o governador interino Ricardo Couto, que assumiu após a renúncia de Cláudio Castro, e disse a Paes:

    “Ele está começando essa limpeza, você vai chegar e pegar o Estado já com a limpeza boa”.

    Lula também apontou a educação como prioridade. Em trecho destacado por agências internacionais, afirmou preferir investir em escolas a construir mais prisões, contrastando com Flávio Bolsonaro, que afirmou em evento realizado no Maracanãzinho, que fará o contrário, cem citar Educação.

    Fica, assim, demonstrado as duas visões opostas de gestão pública: enquanto o presidente Lula prioriza a expansão e o fortalecimento do sistema educacional como a principal ferramenta para resolver os problemas estruturais de desigualdade e violência — uma marca histórica de suas gestões —, a ala da extrema-direita, representada por Flávio Bolsonaro, negligencia o investimento no ensino básico e superior.

    Essa falta de recursos e atenção à Educação por parte da direita gera deliberadamente resultados sociais ruins a longo prazo, forçando o Estado a adotar, posteriormente, atitudes drásticas e paliativas, como o encarceramento em massa e a construção de novas prisões, medidas que se provam ineficazes, apenas pioram a crise de segurança pública e não resolvem a raiz do problema.

    No campo da energia, o Presidente Lula defendeu a “revolução energética” com fontes eólica, solar e hidrogênio verde, além da instalação de data centers no país.

    “Poucos países do mundo têm a possibilidade de fazer a revolução energética que temos que fazer”.

    O ato ocorreu no mesmo horário em que Flávio Bolsonaro lançava a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo.

    A coincidência transforma o Rio de Janeiro em epicentro da disputa pelo terceiro maior colégio eleitoral do país.

    A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21/ago) apontava Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro.

    A escolha de Bangu, bairro de tradição operária ligado à antiga fábrica de tecidos, dialoga com a base histórica do presidente e busca consolidar o apoio popular em áreas sensíveis à violência.

    A ênfase em soluções institucionais, sem apelo a medidas espetaculares, reforça o compromisso com a democracia e a justiça como pilares da reconstrução do Estado.

    Paes reforçou a parceria:

    “O que nos une hoje, respeitando as nossas diferenças, é o desejo de salvar o Rio e a compreensão de que o Brasil não se salva se o Rio não se salvar”.

    O ex-prefeito criticou gestões anteriores e afirmou que o crime organizado chegou ao Palácio Guanabara.

    O evento marca a consolidação da frente PT-PSD no estado e projeta impactos na disputa nacional, especialmente no Sudeste, que concentra mais de 63 milhões de eleitores.

    A mobilização em torno do slogan “o Brasil pronto para mais” conecta a agenda local de segurança e desenvolvimento à proposta de reeleição para um quarto mandato.



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