O deputado federal Paulo Pimenta discursa na Câmara dos Deputados em 2019 / Foto de Lula Marques, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro / Foto de Isac Nóbrega / PR. Ao fundo, imagem do coronavírus / GETTY IMAGES / Após Alfa, Beta, Gama e Delta, Omicron – a 15ª letra do alfabeto grego, entra na lista VOC – das ‘variantes de preocupação’ | Sobreposição de imagens
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
O parlamentar se referiu ao adjetivo utilizado pelo presidente em desaprovação ao “controle nos aeroportos da entrada de pessoas” vindas “de regiões críticas“, enquanto “o mundo se prepara para uma nova onda”
“O mundo se prepara para uma nova onda do COVID-19, e adota medidas para evitar propagação de nova variante“, disse o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) em seu perfil oficial no microblog Twitter, na manhã deste sábado (27/11), referindo-se à Omicron – considerada pela OMS uma ‘VOC‘ – variante de preocupação – por associar-se ao aumento da transmissibilidade; virulência; alteração clínica ou diminuição da eficácia de diagnósticos, vacinas e terapias disponíveis.
“Aqui, Bolsonaro passeia de moto e diz que controlar nos aeroportos a entrada de pessoas que vierem de regiões críticas é LOUCURA“, lembrou o parlamentar
“Loucura é ter esse imbecil na presidência“, disparou.
Veja abaixo e leia mais a seguir:
De acordo com a Agência Brasil, Bolsonaro disse, na sexta-feira (26/11), que o Brasil e o mundo não aguentam um novo lockdown.
“Tudo pode acontecer. Uma nova variante, um novo vírus. Temos que nos preparar. O Brasil, o mundo, não aguenta um novo lockdown. Vai condenar todo mundo à miséria e a miséria leva à morte também. Não adianta se apavorar. Encarar a realidade. O lockdown não foi uma medida apropriada. Em consequência da política do ‘fique em casa e a economia a gente vê depois’, a gente está vendo agora. Problemas estamos tendo”.
Sobre o fechamento de fronteiras e o Carnaval, o presidente disse que não tomará medida irracional e que não tem ingerência sobre a realização de festas.
“Eu vou tomar medidas racionais. Carnaval, por exemplo, eu não vou pro carnaval. A decisão cabe a governadores e prefeitos. Eu não tenho comando no combate à pandemia. A decisão foi dada, pelo STF, a governadores e prefeitos. Eu fiz a minha parte no ano passado e continuo fazendo. Recursos, material, pessoal, questões emergenciais, como oxigênio lá em Manaus”.
Bolsonaro disse que o Brasil é um dos países com a melhor performance econômica dirante a pandemia.
“Nós fizemos a nossa parte. Se o meu governo não tiver alternativas, todo mundo vai sofrer, sem exceção. Não vai ter rico, pobre, classe social. Temos certeza que dá para resolver esses problemas. Eleições são em outubro do ano que vem. Até lá, é arregaçar as mangas, trabalhar. Tem 210 milhões de pessoas no Brasil que, em grande parte, dependem das políticas adotadas pelo governo”.
Fechamento de fronteiras é “loucura”
De acordo com a Folha de S. Paulo, Bolsonaro disse, na sexta-feira (26/11), que fechar as fronteiras é uma “loucura”.
“Você não vai vedar, rapaz. Que loucura é essa? Quer dizer, fechou o aeroporto, o vírus não entra? O vírus já está aqui dentro“, disse Bolsonaro, conforme transcrição da Folha.
Bolsonaro fez as declarações sobre uma nova onda do novo coronavírus, a 4ª onda, que pode estar a caminho.
Com pedido de indiciamento em ao menos nove crimes, apontados após 6 meses de investigações na CPI da Covid, no Senado Federal, Bolsonaro afirmou que é “loucura” porque o vírus já está no Brasil, voltando a minimizar as medidas de prevenção contra a doença.
