Painel: O deputado federal LINDBERGH FARIAS (PT-RJ) / Foto: divulgação Câmara dos Deputados) / O ex-deputado federal condenado por tentativa de golpe de Estado, Alexandre Ramagem, em vídeo postado nas suas redes sociais / Foto: Reprodução
Brasília (DF) · 17 de abril de 2026
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou como “ESCÂNDALO” a aprovação pela Comissão de Relações Exteriores do Senado de uma missão oficial aos Estados Unidos para visitar o ex-deputado Alexandre Ramagem.
A comissão aprovou nesta quinta-feira (16/abr) o requerimento apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC). O texto prevê visitas a Orlando e Washington para “acompanhar a situação de cidadãos brasileiros em situação de custódia naquele país, especialmente do cidadão brasileiro Alexandre Ramagem”.
A viagem será custeada pelo Senado Federal.
Em postagem nesta sexta-feira (17/abr) nas redes sociais, Lindbergh Farias foi direto: “É uma vergonha histórica a Comissão de Relações Exteriores aprovar o requerimento de missão oficial aos Estados Unidos para fazer turismo nos EUA e visitar um criminoso foragido da justiça criminal brasileira chamado Alexandre Ramagem”.
O deputado acusou ainda a “instrumentalização da Comissão de Relações Exteriores para aprovar o requerimento vexaminoso de Jorge Seif com o objetivo impedir o cumprimento de decisão judicial e beneficiar um fora da lei”, caracterizando o ato como “desvio de finalidade, malversação de recursos públicos e agressão à moralidade administrativa”.
Lindbergh Farias reforçou que “o dinheiro público não pode financiar lobby internacional de impunidade a criminosos condenados com trânsito em julgado”.
Para o parlamentar, a Comissão de Relações Exteriores do Senado existe para defender a República, a soberania nacional e a lei.
Ele lembrou ainda o compromisso do Congresso Nacional em manter o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
Alexandre Ramagem, ex-deputado do PL-RJ e ex-diretor da ABIN, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Ele deixou o Brasil em setembro de 2025, antes da conclusão do julgamento, e permanece foragido, conforme investigações da Polícia Federal.
A iniciativa aprovada levanta questionamentos sobre o uso adequado de verbas públicas e o respeito às decisões judiciais, temas centrais para a preservação da justiça e da ordem democrática.
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