Tragédia abala o país persa e provoca retaliação no Golfo: Desvendando os ataques conjuntos dos EUA e Israel contra a República Islâmica e as razões por trás dos contra-ataques iranianos
Brasília (DF) · 28 de fevereiro de 2026
Em um cenário de escalada inédita no Oriente Médio, o mundo assiste atônito aos desdobramentos de uma ofensiva militar dos EUA e Israel sobre o Irã, que não confirmou oficialmente a morte do Líder Supremo Ali Khamenei, apesar de o presidente norte-americano tê-lo feito em comunicado em sua rede social Truth Social.
De acordo com relatos de fontes ocidentais e israelenses, Khamenei teria sido morto em ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã no sábado (28/fev). No entanto, agências de notícias estatais iranianas, como a Tasnim e a Mehr, afirmam que o líder permanece “firme e no comando“, e o governo iraniano alega que seus líderes estão “seguros e saudáveis”.
A agência oficial IRNA não menciona qualquer confirmação sobre o falecimento, focando em respostas militares e condenações aos ataques. Postagens recentes no X de contas ligadas ao Irã ou observadores também destacam a ausência de confirmação oficial de Teerã, com alguns enfatizando que rumores não foram verificados.
A situação permanece incerta, com o Irã priorizando relatos de retaliações em vez de endereçar diretamente o status de Khamenei.
Os bombardeios deste sábado, orquestrados por Washington e Tel Aviv, visaram instalações estratégicas iranianas, desencadeando uma resposta feroz de Teerã que atingiu alvos em nações vizinhas, incluindo os Emirados Árabes Unidos.
Fontes oficiais iranianas, como a agência IRNA, detalham que a retaliação incluiu ondas de mísseis avançados contra bases militares estrangeiras, em uma operação batizada como “Promessa Verdadeira 4“.
Explosões ecoaram por Teerã, Isfahan e outras cidades, marcando o início de uma operação conjunta que Donald Trump descreveu como “Operação Fúria Épica“.
De acordo com relatos da Reuters, baseados em mídias estatais iranianas, a filha, o genro, o neto e a nora de Khamenei – identificados como Zahra Haddad Adel (nora, esposa de Mojtaba Khamenei) e Mesbah al-Hoda Bagheri Kani (genro) – pereceram nos impactos iniciais.
A Fars News, agência semioficial, inicialmente refutou rumores sobre a morte do próprio Khamenei, qualificando as alegações de Trump como “notícias falsas e fabricadas“, mas confirmou as perdas familiares em um boletim posterior, elevando o tom de luto nacional.
Segundo a Shafaq News, o membro do Conselho Municipal de Teerã, Meysam Mozaffar, revelou que as vítimas incluíam parentes diretos, intensificando o clamor por vingança.
A questão central: Khamenei está vivo?
Fontes ocidentais, como a BBC, afirmam que o líder foi eliminado em um ataque preciso ao seu complexo fortificado, com Netanyahu declarando que “há muitos sinais de que ele não está mais vivo“.
No entanto, o Ministério das Relações Exteriores iraniano, via Abbas Araghchi, insistiu em entrevista à NBC News, que o supremo e o presidente Masoud Pezeshkian estavam “em plena saúde e segurança“.
Horas depois, Trump proclamou no Truth Social que “Khamenei, um dos mais malignos da história, está morto“, corroborado por oficiais israelenses à The New York Times, que listaram baixas adicionais como o ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica Mohammad Pakpour.
Quanto aos ataques iranianos a Dubai, a motivação reside puramente na retaliação defensiva, conforme fontes exclusivamente iranianas. A IRNA relata que, em resposta aos bombardeios que vitimaram civis – incluindo mais de 80 crianças em uma escola em Minab –, o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) lançou mísseis balísticos contra instalações do Comando Central dos EUA (CENTCOM) em nações que abrigam bases americanas, como os Emirados.
“Esta operação continuará implacavelmente até a derrota decisiva do inimigo“, afirmou o IRGC em comunicado veiculado pela agência.
Não há menção direta a Dubai como alvo intencional, mas a proximidade de bases como Al Dhafra explica danos colaterais, como o incêndio no hotel Fairmont e interrupções no aeroporto internacional, interpretados como atos de autodefesa contra agressores que violaram a soberania iraniana.
O saldo humano é devastador: IRNA contabiliza mais de 200 mortos e 700 feridos apenas nos ataques iniciais, com luto decretado em províncias como Hormozgan.
Exclusivo da Al Jazeera, uma morte foi reportada em Abu Dhabi por detritos de mísseis interceptados.
A CNN, por sua vez, geolocalizou vídeos de drones Shahed atingindo áreas comerciais em Dubai, ampliando o caos regional.
Essa conflagração não surge do vácuo: tensões nucleares e ameaças de Trump contra o programa atômico iraniano precipitaram a crise, com Teerã vendo os ataques como uma tentativa de mudança de regime.
Enquanto o mundo retém o fôlego, o futuro do Irã pende em um equilíbrio precário, com apelos internacionais por cessar-fogo ecoando em vão.
Relatos emergentes da Reuters indicam que a retaliação iraniana persiste, com novos mísseis visando Israel e bases no Golfo.

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