As vítimas são filhos dos embaixadores do Gabão e de Burkina Fasso e de um diplomata do Canadá – Caso ocorreu em julho, no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio, e foi registrado por câmeras de segurança
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram
A Auditoria da Justiça Militar do Rio de Janeiro decidiu manter a denúncia contra dois policiais militares que abordaram com constrangimento ilegal três jovens negros, filhos dos embaixadores do Gabão e de Burkina Fasso e de um diplomata do Canadá. O quarto adolescente era um brasileiro branco.
Caso ocorreu em julho, no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio, e foi registrado por câmeras de segurança.
O menino branco é sobrinho do jornalista Guga Noblat, que compartilhou as imagens em suas redes sociais.
Ele disse que “a PM do Rio deu mais um show de racismo” ao chegar “apontando armas” para “para os 3 negros“.
Segundo relatou a cunhada do jornalista, os jovens estavam em “uma viagem de férias” e “experienciaram nas primeiras horas a pior forma de violência“.
ASSISTA A SEGUIR:
A PM do Rio deu mais um show de racismo. Meu sobrinho, um garoto branco, 13 anos de idade, estava com 3 amigos negros, da mesma idade dele, em Ipanema, quando chegou a polícia apontando armas, claro, para os 3 negros. Leiam o relato da minha cunhada e o vídeo da abordagem:
— GugaNoblat (@GugaNoblat) July 4, 2024
“Uma… pic.twitter.com/X45CKTMzIO
Às 19h, “foram abruptamente abordados por policiais militares, armados com fuzis e pistolas, e sem perguntar nada, encostaram os meninos (menores de idade) no muro do condomínio“.
“Com arma na cabeça e sem entender nada, foram violentados. Foram obrigados a tirar casacos, e levantar o “saco”. Após a abordagem desproporcional, testemunhada pelo porteiro do prédio, é que foram questionados de onde eram, e o que faziam ali. Os três negros não entenderam a pergunta, porque são estrangeiros, filhos de diplomatas, e portanto não conseguiram responder“, relatou Rhaiana Rondon.
“Após “perceberem” o erro, liberaram os meninos, mas antes alertaram as crianças que não andassem na rua, pois seriam abordados novamente! As imagens, os testemunhos e o relato das crianças são claros!! Não há dúvida!! A abordagem foi RACIAL e CRIMINOSA!!“, disse.
“É traumático, triste, é doloroso. Estão assustados e machucados, com marcas que nem o tempo apagará”, afirmou Rhaiana Rondon.
O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte negou os pedidos de rejeição da denúncia e absolvição dos sargentos Sergio Regattieri Fernandes Marinho e Luiz Felipe dos Santos Gomes, informou o Valor Econômico.
Em setembro, o Ministério Público acusou policiais de truculência na abordagem. Pollo Duarte afirmou que não existem causas que excluam a ilicitude ou a culpabilidade dos acusados, e os fatos da denúncia configuram crime.
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Receba Notícias———
➡️ UrbsMagna no Telegram



