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Bolsonaro pega mais de 40 anos na Papuda? Primeira Turma do STF decide até o fim da semana

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    Montagem: Sombra
    Montagem: Sombra do ex-presidente Jair Bolsonaro / Foto reprodução redes sociais | Ao fundo, o Complexo Penitenciário da Papuda / Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil


    Leia a análise detalhada do processo contra o ex-presidente e seus aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado, na Corte Suprema



    Brasília, 08 de setembro de 2025

    O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados entra em sua fase decisiva, com sessões marcadas para esta semana que podem resultar em condenações por tentativa de golpe de Estado.

    O processo, que apura o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, investiga ações para reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Acusado de liderar a organização criminosa, Bolsonaro enfrenta penas que, somadas, podem ultrapassar 40 anos de prisão, com cumprimento inicial na Papuda, o complexo penitenciário de Brasília.

    A Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Flávio Dino e Luiz Fux, reservou sessões extras para analisar o caso.

    O cronograma inclui debates nos dias 9, 10, 11 e 12 de setembro, com votação iniciando pelo relator Moraes. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), sob o procurador-geral Paulo Gonet, aponta cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

    Esses delitos estão ligados a ataques às urnas eletrônicas desde 2021, minutas para intervenção militar, o plano “Punhal Verde e Amarelo” (que previa sequestro ou assassinato de autoridades como Moraes, Lula e o vice Geraldo Alckmin) e os atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.

    Bolsonaro, em prisão domiciliar desde agosto por descumprir medidas cautelares, nega envolvimento e alega perseguição.

    Sua defesa, liderada por advogados como Celso Vilardi, argumenta ausência de provas concretas, como minutas assinadas ou ordens diretas para os atos violentos, e contesta a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.

    Os réus incluem ex-ministros como Walter Braga Netto (Casa Civil e Defesa, preso por obstrução de justiça), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), o almirante Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha) e o deputado Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin).

    As defesas pedem absolvição, alegando que as condutas foram atos preparatórios não puníveis ou que os acusados atuaram para impedir rupturas institucionais.

    O julgamento, iniciado em 2 de setembro, já consumiu oito horas com sustentações orais das defesas, que questionaram a validade da delação de Cid e a conduta do relator Moraes.

    Gonet reforçou a acusação, afirmando que não é necessária uma assinatura para configurar o crime de golpe; bastam atos dedicados à ruptura constitucional.

    Ministros ajustam votos para rebater argumentos, como a suposta tentativa de Nogueira de demover Bolsonaro de planos golpistas, conforme indagação da ministra Cármen Lúcia.

    A expectativa é de maioria pela condenação, com penas definidas por dosimetria, podendo incluir regime fechado imediato para quem tiver mais de 8 anos de prisão.

    Recursos internos no STF são possíveis, mas o trânsito em julgado pode ocorrer ainda em 2025, evitando proximidade com as eleições de 2026.

    O caso ganhou contornos internacionais, com sanções dos Estados Unidos contra Moraes via Lei Magnitsky, criticadas pelo governo brasileiro como interferência.

    Manifestações bolsonaristas, como a na Avenida Paulista liderada pelo governador Tarcísio de Freitas, pressionam por anistia e criticam a tirania de Moraes, mas o STF reforçou segurança com drones e câmeras térmicas em Brasília, sem incidentes.

    Bolsonaro não compareceu às sessões iniciais por questões de saúde, incluindo crises de soluço e refluxo.

    A decisão pode ser histórica, marcando a primeira condenação de um ex-presidente por tentativa de golpe desde a redemocratização.

    Em resposta indireta à fala de Tarcísio, que atacou o STF numa tentativa de capitalizar o bolsonarismo, na ausência de seu líder réu, o ministro decano Gilmar Mendes publicou em suas redes sociais uma mensagem reafirmando o compromisso da Corte com a Constituição, o que está sendo considerado o sinal da condenação de Bolsonaro.

    “No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento. Não há no Brasil ditadura da toga, tampouco ministros agindo como tiranos.

    STF tem cumprido seu papel de guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando as garantias fundamentais”, escreveu Gilmar Mendes.

    […]

    O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo.

    É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”.



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