“Ex-presidente criminoso será julgado, condenado e vai para a CADEIA! E o Brasil vai, finalmente, respirar novos ares!“, afirma o parlamentar sobre o momento decisivo para a democracia brasileira, na terça (2) – SAIBA QUEM DISSE ISSO
Brasília, 31 de agosto de 2025
A partir de terça-feira (2/set), o Supremo Tribunal Federal (STF) dará início a um dos julgamentos mais significativos da história recente do Brasil.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus serão julgados pela Primeira Turma do tribunal sob a acusação de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O processo, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, é descrito como inédito devido à gravidade dos crimes, ao volume de evidências — cerca de 80 terabytes de dados — e ao esquema de segurança reforçado para as sessões.
A expectativa é que o julgamento, previsto para se estender por cinco dias ao longo de duas semanas, possa resultar na condenação e eventual prisão de Bolsonaro, marcando a primeira vez que um ex-presidente brasileiro enfrentaria tal desfecho por tentativa de ruptura democrática.
O julgamento, que ocorre em meio a tensões políticas e internacionais, é visto como um marco para consolidar a democracia brasileira.
O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) celebrou o momento em sua conta na rede social X, afirmando que “o Brasil vai virar uma das mais nefastas páginas da sua história” e que “o ex-presidente criminoso será julgado, condenado e vai para a cadeia”.
VIRAR A PÁGINA! A partir de terça, 02/08, o Brasil vai virar uma das mais NEFASTAS páginas da sua história: o STF começa o julgamento de Bolsonaro e dos militares por tentativa de golpe de estado. O ex-presidente criminoso será julgado, condenado e vai para a CADEIA! E o Brasil…
— Ivan Valente (@IvanValente) August 31, 2025
A declaração reflete o sentimento de parte da classe política que vê o processo como uma oportunidade para o país “respirar novos ares”, conforme destacou o parlamentar ao compartilhar uma reportagem da Folha de S. Paulo.
Além de Bolsonaro, os réus incluem figuras de peso do seu governo, como o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, o ex-chefe do GSI, Augusto Heleno, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e o ex-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também é réu, mas seu processo foi parcialmente suspenso por decisão da Câmara dos Deputados.
Eles enfrentam acusações de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio público e associação criminosa armada, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.
O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e Cristiano Zanin.
O processo começará com a leitura do relatório de Moraes, seguida pela sustentação oral da Procuradoria-Geral da República (PGR), liderada por Paulo Gonet, e das defesas dos réus.
A análise do mérito das acusações está prevista para a segunda semana, com o voto de Moraes esperado como um dos pontos centrais do julgamento.
Segundo fontes do tribunal, a robustez das evidências apresentadas pela PGR reforça a probabilidade de condenação, embora as defesas questionem a validade da delação premiada de Mauro Cid, que mudou sua versão em diversos momentos.
A segurança em torno do STF foi significativamente reforçada. De acordo com o jornal, agentes de outros estados foram deslocados para Brasília, com policiais dormindo na sede do tribunal e varreduras realizadas nas residências dos ministros.
A proximidade do julgamento com as comemorações do 7 de Setembro aumenta o alerta, já que bolsonaristas anunciaram manifestações na data, o que pode elevar a tensão na Praça dos Três Poderes.
No cenário internacional, o julgamento ganhou atenção devido às pressões do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs sanções econômicas ao Brasil, incluindo uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, em apoio a Bolsonaro.
A revista The Economist destacou que o Brasil está lidando melhor com a ameaça autoritária de Bolsonaro do que os EUA com Trump, sugerindo que o julgamento pode servir de exemplo global na defesa da democracia.
Por outro lado, aliados de Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sinalizaram intenções de conceder indulto ao ex-presidente caso ele seja eleito em 2026.
A possibilidade de adiamento do julgamento também foi levantada. Parte das defesas acredita que o ministro Luiz Fux pode pedir vistas, atrasando o processo em até 90 dias, o que poderia empurrar a decisão final para 2026.
No entanto, interlocutores de Fux negam essa intenção, destacando sua participação ativa em todas as fases do caso.
Caso haja condenação, o cumprimento da pena só ocorrerá após o trânsito em julgado, quando todos os recursos forem esgotados, conforme a jurisprudência do STF.
Para Braga Netto, já em prisão preventiva desde dezembro de 2024, o tempo detido será contabilizado na pena.
O julgamento de Bolsonaro e seus aliados não é apenas um marco jurídico, mas também um teste para as instituições democráticas brasileiras.
O desfecho do caso, esperado até 12 de setembro, pode redefinir o cenário político do país e influenciar o debate sobre o futuro da democracia global.








Não vejo a hora de comemorar!🥂🥂🥂
Eu só quero que essa cobra venenosa saia de cena e deixe de envenenar o Brasil, e que tudo volte à tranquilidade de antes, como era antes dessa cobra começar a envenenar toda a população. Eu, e muitos brasileiros, queremos paz.
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