“O QUE O BRASIL PODE ENSINAR AOS EUA – O julgamento de Jair Bolsonaro“, diz a manchete do jornal britânico – SAIBA MAIS
Brasília, 28 de agosto de 2025
Em um momento em que os Estados Unidos enfrentam desafios à sua democracia sob a administração de Donald Trump, o Brasil emerge como um exemplo de como uma nação pode se recuperar de um período de turbulência populista.
Um artigo recente da The Economist destaca o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para 2 de setembro no Supremo Tribunal Federal (STF), como um marco na luta do país para “salvaguardar e fortalecer sua democracia”.
Este processo judicial, que investiga uma suposta tentativa de golpe após a derrota eleitoral de Bolsonaro em 2022, posiciona o Brasil como um estudo de caso global sobre a recuperação de crises democráticas.
O julgamento de Jair Bolsonaro no STF é um desdobramento dos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente invadiram prédios governamentais em Brasília, contestando o resultado das eleições que deram vitória a Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o jornal britânico de notícias e assuntos internacionais, “o Brasil está determinado a fortalecer sua democracia”, contrastando com os EUA, que, sob Trump, estariam se tornando “mais corruptos, protecionistas e autoritários”.
A revista sugere que os dois países estão “trocando de lugar” em termos de estabilidade democrática.
Enquanto Bolsonaro enfrenta acusações graves, como conspiração para um golpe de Estado, o Brasil demonstra um compromisso com a responsabilização de líderes políticos.
Esse processo é visto como um teste para a resiliência das instituições brasileiras, especialmente em um contexto de pressões externas, como as sanções comerciais impostas por Trump, que ameaçou tarifas de 50% sobre importações brasileiras em julho de 2025.
CONTRASTES COM OS ESTADOS UNIDOS
Nos EUA, a eleição de Trump em 2024 e suas políticas protecionistas, como a imposição de tarifas a diversos países, incluindo o Brasil, levantaram preocupações sobre a deterioração democrática.
A EIU Democracy Index 2024 classificou os EUA como uma “democracia falha”, mantendo a pontuação inalterada, mas com incertezas sobre o futuro das instituições sob a nova administração.
Em contrapartida, o Brasil, apesar de desafios internos, como a alta inflação (5,3% até julho de 2025, segundo a Everycrsreport) e a pressão por políticas fiscais mais rígidas, está avançando na consolidação de suas instituições democráticas.
JULGAMENTO DE BOLSONARO e a OPINIÃO INTERNACIONAL
Para o julgamento de Bolsonaro, a segurança foi reforçada em Brasília, com a presença de forças de todo o país, o que indica a gravidade do evento.
O Brasil é visto como “outra grande democracia” das Américas, capaz de inspirar outras nações a lidar com crises populistas, segundo as mídias internacionais.
Por outro lado, o Brasil enfrenta desafios domésticos que testam sua resiliência. A impopularidade do presidente Lula, com 55% dos brasileiros avaliando negativamente seus esforços contra a inflação, e as tensões com investidores internacionais por conta da dívida pública (77% do PIB) são pontos de pressão.
Apesar disso, a liderança de Lula em fóruns globais, como a cúpula do G-20 em 2024 e a COP30 em novembro de 2025, reforça a posição do Brasil como um ator relevante no cenário internacional.
LIÇÕES PARA O MUNDO
O julgamento de Bolsonaro não é apenas um evento jurídico, mas um símbolo da capacidade do Brasil de enfrentar seu passado recente e fortalecer suas instituições.
Enquanto os EUA lidam com a polarização e o avanço de políticas autoritárias, o Brasil oferece um exemplo de como a justiça e a democracia podem prevalecer, mesmo sob pressão.
Como destaca a Economist, o caso brasileiro é “um teste de como países se recuperam de uma febre populista”, uma lição que reverbera além das fronteiras das Américas.








Os Estadunidesses vão sofrer muito com uma ditadura de Donald Trump, eles, ” digo” a população estão dormindo enquanto o Trump prepara as armadilha, e quando eles acordarem estão todos presos numa gaiola chamada DITATURA. Aí é o fim das liberdades e das instituições, acordem enquanto podem barrar Donald Trump.
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