📷 Donald Trump e Giorgia Meloni na Casa Branca / Foto: EPA-EFE/REX/Shutterstock | O jornalista italiano Daniele Compatangelo / Wikimedia/commons |•| Montagem Urbs Magna
| Washington (US)
24 de julho de 2026
O correspondente italiano Daniele Compatangelo, da emissora La7, que obteve a entrevista exclusiva em que Donald Trump afirmou que a primeira-ministra Giorgia Meloni “implorou” por uma fotografia no G7, morreu de forma súbita aos 50 anos em Washington.
A perda de um profissional que cobria a Casa Branca há mais de duas décadas reforça o valor da imprensa independente em tempos de polarização.
Segundo reportagem da La Voce di New York, Compatangelo foi encontrado sem vida em sua residência na capital americana.
Fontes próximas à família indicaram que ele sofreu um mal-estar noturno, possivelmente um ataque cardíaco. A Embaixada da Itália em Washington informou os parentes.
Não houve indícios de violência, conforme investigações preliminares da polícia local.
A mesma informação foi publicada pela AOL, que citou a agência italiana ANSA.
O jornalista, nascido em 15 de novembro de 1975 em Savona e criado em Turim, atuava como presidente da White House Foreign Correspondents’ Association (WHFCA), entidade que representa correspondentes estrangeiros acreditados junto à Casa Branca.
Pouco mais de um mês antes, em 19 de junho, Compatangelo realizou uma entrevista telefônica exclusiva com Donald Trump, transmitida no programa L’aria che tira da La7.
No diálogo, o presidente americano declarou sobre Meloni: “Ela me implorou por uma foto! Ela queria muito uma foto comigo. Eu não teria tirado, mas fiquei com pena dela!”.
As declarações, referindo-se ao encontro no G7 de Évian, geraram crise diplomática. A premier italiana respondeu chamando as afirmações de “completamente fabricado” e afirmou que “nem eu nem a Itália jamais imploramos”.
O episódio expôs tensões no relacionamento entre líderes de direita e a fragilidade das alianças transatlânticas quando declarações públicas cruzam o limite do respeito institucional.
Compatangelo havia construído uma carreira de 25 anos cobrindo política americana, Olimpíadas e documentários.
Seu filme The Los Angeles Breakdown recebeu menção honrosa nos Southern California Journalism Awards em 2011.
O diretor da La7, Andrea Salerno, declarou: “Estamos consternados. Todos na La7 estão solidários com seus entes queridos. Daniele era um colaborador precioso e excepcional… Ele era um excelente jornalista. Sentiremos sua falta.”
Colegas no corpo de imprensa da Casa Branca também lamentaram a ausência de um profissional conhecido pela precisão e acesso a fontes de alto nível.
A morte súbita de um correspondente que revelou falas capazes de abalar relações diplomáticas lembra a importância de proteger o espaço de atuação da imprensa livre.
Em um momento em que líderes questionam relatos e fabricam narrativas, a presença de jornalistas estrangeiros acreditados em Washington continua essencial para o equilíbrio informativo e para a democracia.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
