Brasília (DF)
18 de outubro de 2026
O jornalista Tiago Barbosa publicou neste domingo (18/out) um texto no X dirigido a eleitores de baixa renda que apoiam a direita. Nele, lista benefícios associados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e pergunta se o leitor trocaria essa realidade pelo “tesouraço” anunciado por Flávio Bolsonaro. O post circula a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro.
O que o texto de Tiago Barbosa afirma?
Tiago Barbosa, colunista do Brasil 247 e do DCM, constrói um cenário imaginado para três anos adiante sob continuidade de Lula. O texto menciona celular novo comprado com o valor extra da isenção do Imposto de Renda, fim da escala 6×1 com dois dias de folga, gasolina mais barata pela retomada de distribuição pela Petrobras, financiamento de carro, limpeza de nome pelo Desenrola, exames acelerados no SUS, Pé-de-Meia para os filhos, acesso à faculdade via cotas e Prouni, casa própria pelo Minha Casa Minha Vida, cesta básica com imposto zero e aumento real do salário mínimo.
A pergunta central é direta: “vai trocar essa realidade sob Lula pela desgraça sob Flávio?” O jornalista associa o adversário à gestão do pai, Jair Bolsonaro, citando fome, “fila do osso”, ausência de vacina, falta de descanso e de remédio, violência e golpe. Conclui que a “tesourada” cortaria a vida do leitor, deixando-o mais pobre e explorado no trabalho.
Por que o “tesouraço” de Flávio gera debate?
O candidato do PL promete um “tesouraço” no gasto público como bandeira fiscal. Segundo reportagens da Forbes e da Folha de S.Paulo, o plano de governo prevê corte de pelo menos dez ministérios, redução de cargos comissionados, despesas administrativas e combate a supersalários e penduricalhos. A meta declarada é conter a dívida e abrir espaço para redução de impostos e crescimento.
O documento protocolado no TSE afirma que os programas sociais existentes serão mantidos, com revisão de gestão e combate a fraudes. Flávio Bolsonaro e sua equipe econômica têm reiterado publicamente que não pretendem cortar Bolsa Família, Farmácia Popular, Pé-de-Meia ou Minha Casa Minha Vida.
IMPORTANTE | O plano de governo registrado por Flávio Bolsonaro no TSE prevê manutenção e aperfeiçoamento das políticas sociais. O ministro André Mendonça, do TSE, determinou a retirada de publicações de Lula que associavam de forma direta o “tesouraço” a cortes certos em programas como Farmácia Popular e Minha Casa Minha Vida, por considerar a afirmação sem lastro fático mínimo e em contradição com o plano oficial.
Como Lula e críticos respondem?
Lula classificou a proposta como “aberração” e afirmou que cortes dessa natureza historicamente atingem os mais pobres. Em discursos e posts, o presidente citou o risco para Bolsa Família, Farmácia Popular, Pé-de-Meia, Minha Casa Minha Vida e institutos federais. Reportagens da Brasil de Fato e de economistas entrevistados apontam que um ajuste da ordem de R$ 200 a 250 bilhões (cerca de 1,5% a 2% do PIB) dificilmente se limitaria a despesas administrativas, dada a composição majoritariamente obrigatória do Orçamento.
A campanha de Lula tem destacado conquistas e promessas já em andamento ou anunciadas: isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, aprovação do fim da escala 6×1 sem redução salarial, expansão do Pé-de-Meia, versões do Desenrola e desoneração de itens da cesta básica prevista na reforma tributária a partir de 2027.
O que as pesquisas mostram sobre o eleitor de baixa renda?
Levantamentos recentes do Datafolha indicam que Lula lidera entre os eleitores de menor renda. Em uma das rodadas de outubro, o presidente aparecia com vantagem nessa faixa, enquanto Flávio tinha força maior entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos. A proteção social aparece como principal motivo declarado por eleitores de Lula; a busca por mudança, por eleitores de Flávio.
O segundo turno está em empate técnico na maioria dos institutos, com Flávio ligeiramente à frente em votos válidos em algumas sondagens e Lula mantendo base sólida no Nordeste e entre os mais pobres.
A disputa concentra-se exatamente no segmento que mais depende de políticas de transferência de renda, emprego formal e serviços públicos. A comunicação sobre o alcance real do “tesouraço” e a continuidade dos programas sociais tornou-se eixo central da reta final da campanha.
FAQ Rápido
O plano de Flávio Bolsonaro prevê o fim do Bolsa Família?
Não. O plano de governo registrado no TSE e declarações da campanha afirmam manutenção dos programas sociais existentes, com revisão de gestão e combate a fraudes.
Quais benefícios o governo Lula destacou recentemente?
Isenção de IR até R$ 5 mil, fim da escala 6×1, Pé-de-Meia, versões do Desenrola, reajuste real do salário mínimo e desoneração prevista de itens da cesta básica.
Quando ocorre o segundo turno?
Em 25 de outubro de 2026.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:
