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    ‘Levantem o bloqueio ou não há diálogo’: Irã apresenta condições para paz e recusa negociar diretamente com os EUA

    Teerã cobra soberania no Estreito de Hormuz e acusa Washington de violar trégua com cerco naval que ameaça economia global, enquanto o secretário de Defesa americano reforça que a pressão continuará indefinidamente

    Navios de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz e mapa da região

    Navios de guerra dos EUA interceptaram embarcações que tentavam deixar os portos iranianos no Estreito de Ormuz e as forçaram a retornar / Foto: @CENTCOM/X | Arte ilustra principais portos e terminais iranianos ao longo da costa do Golfo Pérsico, incluindo Kharg Island (principal terminal de exportação de petróleo) e Bandar Abbas. A linha vermelha indica a área afetada pelo bloqueio, que impactaria todas as embarcações que entram ou saem da costa iraniana, especialmente na região do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo / Fonte: BBC News (baseado em dados de marinerregions.org)

    Teerã (IR) · 25 de abril de 2026

    O governo iraniano apresentou condições explícitas para o encerramento definitivo da guerra e recusou qualquer negociação direta com os EUA enquanto persistir o bloqueio naval imposto por Washington a navios e portos iranianos.

    A medida, que o IRNA classifica como violação clara do cessar-fogo, ganhou novo capítulo na terça-feira (22/abr), quando o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que o levantamento do cerco é pré-condição indispensável para qualquer rodada de conversas em Islamabad.

    Mapa mostrando o bloqueio dos EUA na costa do Golfo do Irã, destacando portos, principais molhes e áreas afetadas.


    A postura de Teerã reflete compromisso com o direito internacional e a soberania nacional frente a uma estratégia de pressão econômica que ameaça não apenas o Irã, mas a estabilidade do comércio global de energia.

    O Press TV reproduziu declaração do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que atribuiu a atual situação no Estreito de Hormuz diretamente às “violações de direito internacional” cometidas pelos EUA.

    “O responsável pelas repercussões na economia mundial são os agressores”, disse o chanceler iraniano.

    Na sexta-feira (24/abr), o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, reafirmou em entrevista coletiva que o bloqueio naval “continuará pelo tempo que for necessário” para forçar Teerã a aceitar os termos de Washington.

    A declaração, amplamente repercutida pela imprensa norte-americana, contrasta com a posição iraniana de que o cerco representa “ato de agressão” e crime contra a humanidade, conforme o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baqaei.

    O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques conjuntos EUAIsrael, levou a um cessar-fogo mediado pelo Paquistão em 8 de abril.

    Desde então, o Irã tem condicionado a continuação das negociações ao fim imediato do bloqueio e ao respeito à soberania sobre o Estreito de Hormuz, além de reparações pelos danos causados e garantia de que a agressão não se repita em nenhum front envolvendo grupos da resistência regional.

    Fontes iranianas destacam que Teerã mantém disposição para solução política, mas não sob ameaça ou chantagem econômica.

    A firmeza iraniana reforça princípios de justiça e multilateralismo, contrastando com a abordagem unilateral que ignora o direito internacional e penaliza populações civis.

    A manutenção do bloqueio, mesmo após o cessar-fogo, aprofunda a crise humanitária e eleva riscos para o suprimento global de petróleo, evidenciando como a diplomacia baseada em coerção compromete a estabilidade regional e internacional.

    FAQ Rápido

    Por que o Irã recusa negociações diretas no momento?
    Porque considera o bloqueio naval americano uma violação do cessar-fogo e exige seu fim como condição prévia para qualquer diálogo, conforme declaração oficial do embaixador na ONU.

    Quais são as principais condições apresentadas por Teerã?
    Levantamento imediato do bloqueio, respeito à soberania iraniana no Estreito de Hormuz, fim da agressão em todos os fronts e garantia de não repetição dos ataques.

    Qual o impacto do bloqueio segundo o Irã?
    Responsabilidade dos agressores pelos danos à economia global, configurando ato de guerra que pune civis e viola o direito internacional.




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