Intercept bomba o ‘Bolsolão’ que pagou R$ 10 milhões por deputado para eleger Arthur Lira

Em fevereiro de 2021, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi eleito o novo presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2021-2022, em primeiro turno, com 302 votos, tendo sido apoiado por um bloco formado por 11 partidos (PSL, PP, PSD, PL, Republicanos, Podemos, PTB, Patriota, PSC, Pros e Avante)


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

“Delegado Waldir, deputado federal e ex-líder do PSL, escancara o funcionamento do orçamento secreto do Bolsolão na compra de votos pelo governo”, diz o lead para mais uma bombástica revelação do jornal investigativo fundado por Glenn Greenwald

O deputado bolsonarista Waldir Soares de Oliveira (PSL), conhecido como Delegado Waldir, concedeu entrevista ao famoso The Intercept Brasil, fundado pelo jornalista investigativo Glenn Greenwald, na qual o parlamentar faz revelações bombásticas sobre a eleição de Arthur Lira, em fevereiro deste ano, para a Câmara dos Deputados.

O delegado afirmou ao jornal que “a promessa de R$ 10 milhões em emendas do orçamento secreto para cada deputado que votasse em Lira“, o chamado Bolsolão – esquema de compra de votos do governo Bolsonaro através das emendas do relator, que é “um novo tipo de rubrica de gastos que totaliza uma montanha de R$ 18,5 bilhões em 2021, propostos por deputados cujos nomes são mantidos em sigilo pela Câmara”. foi responsável pela eleição do parlamentar alagoano para liderar a casa.

O “esquema criminoso”, nas palavras do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), foi “explodido” através de liminar de Rosa Weber, em decisão que suspendeu as emendas de relator e, além disso, obrigou que fosse dada devida publicidade a todos os parlamentares que receberam. “Acabou a farra e a PEC do Precatórios vai para o brejo“, disse Valente no último dia 05/11.

Na entrevista ao The Intercept Brasil, conforme destacou o jornal, “Waldir diz ter recebido a oferta de R$ 10 milhões em emendas em troca do voto em Lira. Pode ter sido até mais. Waldir, em dado momento da conversa, disse que outros R$ 10 milhões foram acordados no mesmo período, mas ele não soube precisar se também em troca do voto em Lira ou da aprovação de algum outro projeto à época”.

Lira passou a usar as emendas de relator para se tornar uma espécie de primeiro-ministro informal – ou o chefe do governo semipresidencialista que ele defende. Sem a transparência devida, as emendas secretas se tornaram peças de barganha para que Lira aprove projetos de interesse do governo ou dele mesmo”, observa o jornal sobre as revelações do deputado bolsonarista.

Ele é quem carrega o governo. Quem manda no governo hoje é o Lira. Não é o Bolsonaro, é o Lira”, disse o delegado, que também denunciou Vitor Hugo – outro deputado bolsonarista de seu partido que recebeu R$ 300 milhões em emendas secretas.

Leia mais no The Intercept Brasil.

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