Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

    61% dos americanos cortam compras no supermercado: o custo da guerra que chega ao carrinho

    Pesquisa expõe como a inflação pressiona famílias norte-americanas, enquanto impostos federais destinam milhares de dólares anuais à máquina militar em vez de programas sociais essenciais

    Pedestres passam em frente

    Pedestres passam em frente ao edifício do Treasury Building, sede do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, ao lado da Casa Branca, em Washington, D.C. / Foto: Jemal Countess/Getty Images para o Economic Security Project

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Washington, D.C. (US)
    24 de maio de 2026, 14h59

    A inflação nos Estados Unidos força 61% dos norte-americanos a reduzir compras no supermercado.

    A constatação vem de pesquisa da CNN divulgada pelo The New York Times neste sábado (23/mai).

    O dado reflete pressão direta sobre orçamentos domésticos em meio a preços de alimentos e combustíveis em alta.

    Quase 80% dos entrevistados, inclusive a maioria de republicanos, atribuem o aumento do custo de vida a políticas recentes da administração federal.

    O problema vai além dos preços nas prateleiras. O contribuinte médio nos EUA destina US$ 4.049 por ano apenas em impostos federais para armas e o Pentágono, conforme auditoria anual do National Priorities Project do Institute for Policy Studies, de Washington, D.C., publicada em 9 de abril.

    Desse total, US$ 1.870 vão diretamente para contratantes privados de defesa, como Lockheed Martin e Boeing.

    Outros US$ 770 financiam salários e suporte de tropas, US$ 136 mantêm o arsenal nuclear e US$ 57 sustentam ajuda militar a nações aliadas.

    Em comparação, o mesmo contribuinte médio destina apenas US$ 2.492 ao Medicaid e meros US$ 124 a programas de merenda escolar.

    Além do custo direto, o Costs of War Project da Brown University, em Rhode Island, quantifica o impacto indireto.

    O Projeto Custos da Guerra é um projeto de pesquisa apartidário baseado no Watson Institute for International and Public Affairs da Brown University que busca documentar os custos humanos e financeiros diretos e indiretos das guerras dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

    Tensões no Oriente Médio elevam o preço do petróleo, gerando despesa extra de mais de US$ 300 anuais por família em combustível.

    Modelos econômicos indicam que o redirecionamento de recursos para o Pentágono reduz o PIB real e o poder de compra, resultando em perda indireta de US$ 2.000 a US$ 5.000 por lar americano devido à inflação e juros da dívida pública.

    Descobrimos, por exemplo, que o contribuinte médio pagou mais de US$ 4.000 por armas e guerras no ano passado — uma quantia enorme em um momento de aumento do custo de vida e estagnação salarial”, registra o relatório do National Priorities Project.

    O contraste entre cortes no carrinho de compras e prioridade orçamentária para a máquina militar reforça a necessidade de debate democrático sobre alocação de recursos públicos.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    FAQ Rápido
    Qual o percentual exato de americanos que reduziram gastos no supermercado?
    61%, segundo pesquisa da CNN citada pelo The New York Times em sábado (23/mai).

    Quanto o contribuinte médio paga em impostos para o Pentágono?
    US$ 4.049 por ano, de acordo com o National Priorities Project.

    Os gastos militares influenciam o custo de vida das famílias?
    Sim. Estudos do Costs of War Project da Brown University apontam impacto indireto de até US$ 5.000 por família em inflação, energia e encolhimento econômico.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading