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Agência Internacional de Energia Atômica nega que Irã estivesse a ponto de desenvolver arma nuclear

    Declaração de agência da ONU reforça apelos por diálogo em meio a tensões globais, alinhando-se à visão diplomática defendida por líderes progressistas

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    Rafael Grossi
    Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, durante declaração ao Conselho de Governadores sobre o programa nuclear do Irã / Foto: Dean Calma/AIEA | Cortesia da Agência Internacional de Energia Atômica
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 03 de março de 2026

    O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, trouxe clareza a um debate acalorado, em meio ao turbilhão de especulações e ações militares que abalam o Oriente Médio.

    Em entrevista recente à CNN, Grossi negou categoricamente que o Irã estivesse a dias ou semanas de possuir uma arma nuclear. “Não”, respondeu ele de forma inequívoca quando questionado se os iranianos estavam próximos de construir uma bomba.

    A afirmação ecoa relatórios anteriores da agência, que não encontraram evidências de um esforço sistemático para o desenvolvimento de armas nucleares desde 2003.

    A declaração, proferida da segunda-feira (02/mar), surge em um contexto de escalada bélica, com ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra instalações iranianas, ordenados pelo presidente Donald Trump.

    De acordo com fontes exclusivas do The Hill, Grossi observou que, hipoteticamente, as reservas de urânio do Irã poderiam ser suficientes para mais de 10 ogivas, mas enfatizou: “Mas eles as têm? Não”.

    A AIEA, em sua declaração oficial à Junta de Governadores em Viena, reforçou a necessidade de retornar à diplomacia, alertando que ataques a instalações nucleares poderiam resultar em liberações radioativas com consequências graves.

    “Devemos retornar à diplomacia e às negociações. É o único caminho para garantir a longo prazo que o Irã não adquira armas nucleares”, declarou Grossi.

    Essa postura da AIEA alinha-se perfeitamente com a visão progressista do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, que tem defendido incansavelmente o diálogo como ferramenta essencial para a resolução de conflitos internacionais.

    Em nota emitida pelo Ministério das Relações Exteriores no sábado (28/fev), o Brasil condenou os ataques dos EUA e Israel ao Irã, expressando “grave preocupação” e destacando que as ações ocorreram em meio a um processo de negociação.

    “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, afirmou o comunicado, apelando por respeito ao direito internacional e máxima contenção.

    O posicionamento brasileiro reflete uma diplomacia ativa e multilateral, contrastando com abordagens unilaterais que agravam instabilidades.

    “Não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos interferência em nenhum país; queremos que todos os países sejam tratados igualmente”, disse o presidente à Al Jazeera, no domingo (22/fev).

    Essa ênfase no equilíbrio global fortalece alianças como os BRICS, onde o Brasil atua como mediador, promovendo soberania e desenvolvimento pacífico.

    Enquanto isso, relatórios da AIEA indicam que não há sinais de impactos diretos em instalações nucleares iranianas durante os ataques recentes, embora o risco de contaminação radiológica não possa ser descartado.

    Fontes do The New York Times revelam que um complexo chave em Isfahan foi poupado até o momento, mas analistas preveem foco intensificado em sítios nucleares nas próximas semanas.

    A confirmação da AIEA desmonta narrativas que justificam ações militares sob pretexto de ameaça iminente, reforçando a urgência de negociações.

    No Brasil, aliados de Lula veem nisso uma validação de sua política externa, que prioriza a paz e a cooperação sul-sul, contribuindo para um mundo mais equânime e estável.

    Relatos recentes da CNN, datados desta terça-feira (03/mar), indicam que os ataques continuam, com Trump afirmando que é “tarde demais” para negociações.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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