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“Bolsonarinho” mente de novo, Haddad não aguenta desinformação do filho do condenado e vai às redes (vídeo)

“Ao contrário dele, os números do Agro não mentem”, diz o ex-ministro da Fazenda destacando recordes no Plano Safra e a retomada dos investimentos na Embrapa

Flávio Bolsonaro e Fernando Haddad

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo, Fernando Haddad, durante gravação de vídeo em que rebateu o senador Flávio Bolsonaro em sua fala contra o governo Lula / Imagens reprodução redes sociais

Brasília (DF), 02 de maio de 2026

A disputa narrativa em torno do futuro do agronegócio brasileiro ganhou um novo capítulo neste sábado (2/mai).

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São PauloFernando Haddad, utilizou suas redes sociais para responder, ponto por ponto (assista ao vídeo no final), críticas feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em um vídeo contundente, Haddad rebateu as acusações de desdém do governo federal para com o setor e rebatizou o opositor de “Bolsonarinho”, alfinetando: “Ao contrário dele, os números não mentem”.

A tréplica teve como gatilho uma fala de Flávio Bolsonaro durante uma feira do agronegócio. Na ocasião, o senador afirmou que “infelizmente, meu amigo Tarcísio, é tratado como lixo pelo atual governo”, referindo-se ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e completou que o “agro não pode ser tratado dessa forma”.

Haddad, no entanto, rebateu a narrativa com uma enxurrada de dados e realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro classificou a fala do oponente como “bobagem” e fez questão de detalhar os programas estruturantes que, segundo ele, colocam o Brasil novamente na rota do crescimento agrícola sustentável.

Recordes do Plano Safra e retomada da Embrapa

O primeiro pilar da defesa de Haddad foi o Plano Safra. Ele destacou que, desde 2023, o governo federal bate “recorde atrás de recorde” em financiamento e crédito agrícola.

O dado mais relevante diz respeito à agricultura familiar, que, no último lançamento do programa, em junho de 2025, recebeu uma injeção histórica de R$ 89 bilhões.

Segundo dados oficiais, este montante representa o maior volume de recursos já destinado ao setor no país, superando os R$ 76 bilhões do ciclo anterior e demonstrando uma alta de 47,5% em relação à gestão anterior, o que beneficiou mais de 2 milhões de pequenos produtores.

A aposta do governo é clara: aumentar a oferta de alimentos básicos — como arroz, feijão e mandioca — com taxas de juros reduzidas (3% ao ano, caindo para 2% em cultivos orgânicos) para garantir alimento barato na mesa do trabalhador.

Em contrapartida, Haddad ressaltou o sucateamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Haddad afirmou que a empresa, estratégica para a inovação e aumento de produtividade no campo, foi abandonada.

Os cortes foram significativos. Em 2020, houve bloqueio de R$ 118,5 milhões nos recursos da estatal. Já em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro vetou R$ 43 milhões em emendas parlamentares destinadas à pesquisa agropecuária, gerando protestos de trabalhadores da empresa, que denunciavam o “desmonte” da ciência nacional.

Dados da época indicam que o orçamento da Embrapa em 2022 foi 8,7% menor do que o executado em 2021, e 24% inferior ao de 2018, inviabilizando projetos de longa duração.

A própria ministra da Agricultura na época, Tereza Cristina, chegou a afirmar que precisaria “brigar até o último momento” contra os cortes promovidos pelo próprio governo.

Abertura de mercados e o contraste com a gestão paulista

Além do crédito e da pesquisa, Haddad destacou a atuação internacional do presidente Lula. Foram abertos “mais de 500 mercados pelo presidente Lula nas viagens que fez mundo afora”, um movimento que busca diversificar a pauta de exportações e levar a produção brasileira a consumidores que desconheciam a qualidade dos produtos nacionais.

A estratégia de Haddad foi também deslocar o eixo da crítica para a gestão estadual de Tarcísio de Freitas, aliado dos Bolsonaro. O ministro afirmou que, ao contrário do governo federal, houve “corte de verbas para a Secretaria da Agricultura melhorar a qualidade das nossas estradas vicinais” em São Paulo.

Haddad argumentou que a política de distribuição de pedágios, combinada com a piora das vias secundárias, aumenta o custo do frete e, consequentemente, do alimento.

A declaração serve para contrastar a imagem de “gestor eficiente” apregoada pelo governador paulista com a realidade apontada pelo ministério.

O embate entre Haddad e o clã Bolsonaro transcende o mero bate-boca político e expõe duas visões antagônicas para o desenvolvimento nacional.

Enquanto o senador Flávio Bolsonaro aposta na desconstrução da imagem do governo e na defesa de Tarcísio de Freitas como contraponto, a estratégia do ministro Fernando Haddad, endossada pelo presidente Lula, é vincular a recuperação econômica e o sucesso do agronegócio à retomada do investimento público, ao crédito subsidiado e à reestruturação da capacidade científica do país, representada pela Embrapa.

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FAQ Rápido

1. O que levou Fernando Haddad a rebater Flávio Bolsonaro publicamente?
O ministro respondeu a uma fala do senador em uma feira do agronegócio, na qual Flávio Bolsonaro afirmou que o governador Tarcísio de Freitas é “tratado como lixo” pelo atual governo e que o setor agropecuário estaria sendo desrespeitado.

2. Quais são os principais números citados por Haddad para defender o governo Lula no agro?
O ministro destacou o maior Plano Safra da história (com R$ 89 bilhões para a agricultura familiar), a retomada dos investimentos na Embrapa e a abertura de mais de 500 novos mercados internacionais para produtos brasileiros.

3. O governo federal realmente aumentou os recursos para a Embrapa após o período Bolsonaro?Segundo dados oficiais, sim. Haddad afirmou que a empresa foi “sucateada” na gestão anterior, com cortes orçamentários sucessivos, e que o governo Lula promoveu a recapitalização da estatal para retomar os investimentos em pesquisa e tecnologia no campo.



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