Produção falsa surge após Mark Zuckerberg, CEO da Meta – empresa mãe da rede social, anunciar a retirada do programa de checagem das postagens feitas por usuários em suas plataformas – SAIBA MAIS
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Na noite desta sexta-feira (9/jan/2025), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), desmentiu informações falsas relacionadas a criação de impostos incidentes sobre o Pix, os animais de estimação (pets) e os investidores de dólar.
Em um vídeo postado em sua conta oficial na plataforma de microblog X, Haddad pediu para o povo “prestar atenção” e disse que a fake news “prejudica o debate pública“: “Imposto sobre Pix. Mentira. Imposto sobre quem compra dólar. Mentira. Imposto sobre quem tem um animal de estimação. Mentira”, disse Haddad.
“Fake news prejudica o debate público, prejudica a política, prejudica a democracia. Essas coisas estão circulando e nem sempre as pessoas têm tempo de checar. Essas coisas são mentirosas e às vezes, eles misturam com uma coisa que é verdadeira para confundir a opinião pública”, disse o ministro.
“A única coisa verdadeira desse vídeo que está circulando é que, de fato, as empresas, os cassinos virtuais, chamadas bets, que são casas de apostas que lucram uma montanha de dinheiro, essas casas de apostas vão ter que pagar impostos devidos, como qualquer outra empresa instalada no Brasil. Fora isso, é tudo falso”, afirmou.
Horas antes, a AGU (Advocacia-Geral da União) enviou uma notificação extrajudicial ao Facebook determinando que a rede social remova em 24 horas um vídeo produzido em modo deepfake, em que a imagem de Haddad é usada por meio de Inteligência Artificial fazendo com que o personagem criado declare falsamente que o plano do governo é taxar tudo:
“Neste ano teremos imposto do cachorrinho de estimação. Se ele é da família, temos que arrecadar sobre ele também. É justo. Imposto pré-natal. Ficou grávida já tem que começar a pagar imposto para o hospital. Imposto das bets. Se perdeu, o prejuízo é seu, se ganhar o lucro é nosso. Mas é tudo para o bem do brasileiro, o nosso povo gosta de um imposto novo também né, todo mundo sabe. Imposto e Big Brother é a nossa paixão“, diz mentira.
A notificação da AGU diz que “a postagem, manipulada por meio de inteligência artificial, contém informações fraudulentas e atribui ao ministro declarações inexistentes sobre a criação de um imposto incidente sobre animais de estimação e pré-natal”.
“A análise do material evidencia a falsidade das informações por meio de cortes bruscos, alterações perceptíveis na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, típicas de conteúdos forjados com o uso de inteligência artificial generativa”, acrescentou o documento da a AGU, que também orienta a plataforma de Mark Zuckerberg, para o caso da empresa não retirar o deepfake do ar, para que seja inserida uma tarja que identifique a mídia como uma criação de IA.
O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) postou o material em suas redes sociais e questionou se era “verdadeiro” ou “fake feito com inteligência artificial“. O parlamentar disse que “é tão absurdo o que o Haddad está falando que prefiro acreditar ser fake“.
“Acho que a IA tem muitos benefícios, mas pode ser um problema sério na comunicação em todo o mundo. No caso deste vídeo o excesso de taxações do governo federal pode levar muita gente a acreditar no exagero do vídeo“, disse Osmar Terra.
No vídeo abaixo, Haddad explicou que “fake news prejudica a democracia e traz uma série de inseguranças pras pessoas” e orientou: “Deixa a mentira de lado e vamos seguir com o Brasil pra frente”.
Assista:
Deixa a mentira de lado e vamos seguir com o Brasil para frente. pic.twitter.com/3N0wxGkbvv
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) January 9, 2025
Na terça-feira, Mark Zuckerberg anunciou que a Meta irá “eliminar os fact-checkers para substituí-los por notas da comunidade semelhantes às do X, começando nos Estados Unidos. Os verificadores de fatos têm sido muito parciais politicamente e destruíram mais confiança do que construíram, especialmente nos Estados Unidos“, afirmou o CEO sobre o sistema onde os próprios usuários explicam as publicações, embasados em links e imagens, e assim eles mesmos julgam se as postagens são confiáveis ou não.
No dia seguinte, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, declarou que a corte “não vai permitir que as big techs, as redes sociais, continuem sendo instrumentalizadas, dolosa ou culposamente, ou ainda somente visando lucro, instrumentalizadas para ampliar discursos de ódio, nazismo, fascismo, misoginia, homofobia e discursos antidemocráticos”.
Nesta quinta-feira, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou que faria “uma reunião” em que seriam discutidas “a questão da Meta“. Segundo o estadista, “é extremamente grave as pessoas quererem que a comunicação digital não tenha a mesma responsabilidade do cara que comete um crime na imprensa escrita“.
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