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Anúncio de Zuckerberg sobre fim das checagens da Meta soa como declaração de guerra, diz Manuela d’Ávila

    Só uma resposta institucional organizada poderá nos permitir enfrentar essa ameaça“, diz a ex-deputada federal sobre o que considera “um dos maiores fatos políticos – senão o maior – desse tempo em que vivemos” – SAIBA O QUE ACONTECEU

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    De acordo com a ex-deputada federal e ex-candidata a vice-presidente da República, Manuela d’Ávila, o anúncio feito nesta terça-feira (7/jan/2025) por Mark Zuckerberg – presidente da Meta Platforms, mãe d0 Facebook, do qual é co-fundador, “não é o mero anúncio de uma nova política de moderação“, mas “é um dos maiores fatos políticos – senão o maior – desse tempo em que vivemos“.

    Zuckerberg afirmou em suas redes sociais que a empresa encerrará o seu programa de fact-checking nos EUA, a checagem da veracidade das publicações nas plataformas da empresa. Este trabalho que é feito por agências profissionais será substituído por um sistema de notas da comunidade semelhante ao da plataforma de microblog X, pertencente ao também bilionário Elon Musk:

    Vamos eliminar os fact-checkers para substituí-los por notas da comunidade semelhantes às do X, começando nos Estados Unidos. Os verificadores de fatos têm sido muito parciais politicamente e destruíram mais confiança do que construíram, especialmente nos Estados Unidos, afirmou Zuckerberg sobre o sistema onde os próprios usuários explicam as publicações, embasados em links e imagens, e assim eles mesmos julgam se as postagens são confiáveis ou não.

    Antes, tínhamos filtros que escaneavam qualquer violação de política. Agora, vamos focar esses filtros em lidar com violações ilegais e de alta severidade. E para violações de menor severidade, vamos depender de alguém relatar um problema antes de tomarmos uma ação”, destacou.

    A única maneira de resistirmos a essa tendência global é com o apoio do governo dos EUA. E é por isso que tem sido tão difícil nos últimos quatro anos, quando até mesmo o governo dos EUA pressionou pela censura. Ao nos atacar e a outras empresas americanas, isso encorajou outros governos a irem ainda mais longe”, afirmou o bilionário.

    Depois da primeira eleição de Trump, em 2016, a mídia tradicional escreveu sem parar sobre como fake news eram uma ameaça para a democracia. Tentamos de boa-fé endereçar essas preocupações, sem nos tornamos árbitros da verdade. Mas os checadores de fatos são muito enviesados politicamente e destruíram mais a confiança do que a criaram, especialmente nos EUA”, disse o presidente da Meta.

    Criamos vários sistemas complexos de moderação, mas o problema é que eles cometem erros. Mesmo se eles acidentalmente censurem apenas 1% das publicações, isso significa milhões de pessoas, e chegamos a um ponto onde há muitos erros e muita censura“, acrescentou Zuckerberg.

    Ele relembrou um momento emblemático da história da plataforma, em 2019, quando Mark Zuckerberg discursou na Universidade de Georgetown e argumentou que a liberdade de expressão tem sido a força motriz por trás do progresso na sociedade americana e ao redor do mundo e que inibir a fala. “Algumas pessoas acreditam que dar voz a mais pessoas está gerando divisão em vez de nos unir. Mais pessoas em todo o espectro acreditam que alcançar os resultados políticos que acham que importam é mais importante do que cada pessoa ter voz. Acho isso perigoso”, disse.

    “Os Estados Unidos possuem a mais forte proteção constitucional para liberdade de expressão do mundo. A Europa tem cada vez mais leis que institucionalizam a censura, tornando muito difícil a inovação lá. Países da América Latina têm ‘tribunais secretos’ que podem ordenar que empresas silenciosamente retirem conteúdos das plataformas”, declarou, deixando implícitas as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) contra as fake news das redes sociais.

    Para Manuela d’Ávila, que afirmou no X ser pesquisadora das políticas de regulação da internet no mundo e a relação disso com as ideias de liberdade norte-americanas“, as palavras de Zuckerberg significam que ele está se aliando à extrema direita ao defender a manjada “liberdade de expressão” e “as ideias de Trump e Musk serão as suas. Ideias que ameaçam instituições e democracias. Ideias de violência e tortura“.

    A ex-deputada diz que o co-fundador do Facebookoperará em parceria com o governo dos Estados Unidos“, sob “o velho excepcionalismo americano: a ideia de um povo predestinado a salvar todos os povos. As ideias que fazem desse Império o que mais guerreou na história“.

    O anúncio soa mesmo como uma declaração de guerra ao mundo. Ele menciona nominalmente China e América Latina e ao se referir a regulação europeia, refere-se a Alemanha, protagonista da construção da regulação daquela região“, escreve Manuela d’Ávila.

    Ao mencionar o X como sua referência, ele menciona a rede cujo proprietário opera direta e explicitamente ameaças a vida democrática de diversas regiões do planeta. E um fato imenso. Não errem tentando coloca-lo no âmbito da “internet”. Não imaginem que se trata de algo afeito a comunicação ou moderação de conteúdo. Não subestimem acreditando que pode ser resolvido pelas secretarias de comunicação dos governos“, diz a ex-deputada.

    Essa é a agenda central da geopolítica do nosso tempo. Só uma resposta institucional organizada poderá nos permitir enfrentar essa ameaça“, finaliza Manuela.

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