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    RESUMO
    URBS MAGNA


    Brasília (DF)
    20 de outubro de 2026

    O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) recomendou o voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026 e criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) por submissão a interesses dos Estados Unidos. Segundo o jornal local Plural, a manifestação ocorreu na noite de segunda-feira (19/out), em conversa com músicos, e contrasta com o posicionamento de aliados paranaenses e da direção majoritária do MDB, que apoiam o candidato do PL.

    O segundo turno está marcado para domingo (25/out). Greca governou Curitiba por três mandatos e foi candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex (PSD), apoiada pelo governador Ratinho Junior (PSD). Segundo as reportagens do também local e alinhado à direita Gazeta do Povo, tanto Ratinho Junior quanto Sandro Alex e o diretório estadual do MDB no Paraná declararam apoio a Flávio Bolsonaro após o primeiro turno.

    O QUE GRECA DISSE NA FALA AOS MÚSICOS?

    Em vídeo que circulou nas redes sociais a partir da noite de segunda-feira (19/out), o ex-prefeito afirmou ter saído de uma missa e não poder se calar. “Se eu me calasse, as pedras falariam. As pedras falariam da nossa omissão, do nosso medo, da nossa vergonha de querermos aceitar que a ideologia mande na gente”, disse, conforme registros dos dois jornais paranaenses.

    Ele associou a escolha presidencial à preservação da Lei Rouanet e ao financiamento da cultura. “O país vai decidir se quer votar a favor da Lei Rouanet e, portanto, votar a favor dos músicos, ou se quer decidir a votar contra a Lei Rouanet e votar contra os músicos. Pensem qual ideologia vale o direito de calar o Brasil”, registrou o Plural.

    Greca criticou a possibilidade de subordinação do país aos Estados Unidos, especialmente em relação às terras raras. “Calar o Brasil para só servir aos Estados Unidos, para só servir aos que querem as nossas terras raras, para só servir aos que querem lucrar com isso e encilhar o Brasil numa triste e desgraçada sina que será a de permanecer um império sub-reptício sul-americano”, afirmou, de acordo com o Brasil de Fato e o Plural.

    Sobre o campo de Flávio Bolsonaro, ele declarou: “Eles não querem a música. Eles não querem o financiamento da cultura. Eles não querem museus. Eles não querem universidades. Eles não querem escolas públicas. O que é que eles querem? Eles querem acumular tesouros que a traça corrói e que o verme devora”. Já sobre Lula, afirmou que o presidente “tem a reta intenção de servir aos pobres e de manter a lei Rouanet”.

    POR QUE A REFERÊNCIA À TRADIÇÃO BRIZOLISTA?

    Greca se apresentou como herdeiro da tradição de Leonel Brizola. “Nós somos herdeiros da tradição brizolista. O doutor Leonel Brizola me ensinou política. Ensinou também o Jaime Lerner. E também ensinou a Margarita (Sansone). E também ensinou Darcy Ribeiro, que criou o Sambódromo. E também ensinou Anísio Teixeira, que criou os SIEPs, as escolas integrais do Brasil. Que criou SUS também. Toda essa grandeza de um Brasil generoso, que não pensa só no dinheiro acumulado no bolso, é uma grandeza que está em jogo no próximo domingo”, disse, segundo o Plural.

    Ele usou uma analogia musical: “Não tem ideologia na música. Não tem música de direita nem de esquerda, porque o gaiteiro, pra tocar, precisa das duas mãos”. Citou ainda nomes como Ari Barroso, Villa-Lobos, Pixinguinha e Luiz Gonzaga, além de tradições de origem africana.

    IMPORTANTE: Algumas reportagens, como a da Gazeta do Povo, descrevem o posicionamento de Rafael Greca como uma “sinalização” de apoio a Lula, sem declaração formal de voto em comunicado oficial. Outras, como Plural e Brasil de Fato, registram que ele recomendou o voto no presidente. Quando procurado, Greca não se pronunciou adicionalmente no momento, segundo a Gazeta do Povo. A fala pública em vídeo é o elemento central das reportagens.

    COMO O POSICIONAMENTO SE INSERE NO CENÁRIO DO SEGUNDO TURNO?

    A declaração ocorre em um momento em que o MDB nacional se dividiu. Em 13 de outubro, o presidente da sigla, Baleia Rossi, anunciou o apoio de 17 diretórios estaduais a Flávio Bolsonaro, enquanto dez diretórios, principalmente do Norte e Nordeste, declararam apoio a Lula. O Paraná integra o grupo majoritário favorável ao candidato do PL, conforme a CNN Brasil.

    No Paraná, o contraste é direto com lideranças locais que apoiaram a chapa na qual Greca foi vice. A análise observa que manifestações de figuras com trajetória no centro ou em tradições sociais-democratas, como a brizolista, ampliam o debate sobre soberania e políticas públicas de educação e cultura no segundo turno, sem alterar a polarização nacional já consolidada entre Lula e Flávio Bolsonaro.

    Greca havia sido alvo de críticas da campanha de Sérgio Moro (PL) no primeiro turno, segundo o Plural. O posicionamento atual reforça o debate sobre interesses nacionais versus alinhamentos internacionais, especialmente em recursos estratégicos como as terras raras.

    FAQ Rápido

    Rafael Greca declarou formalmente apoio a Lula?
    Ele recomendou o voto em Lula em fala pública a músicos na noite de segunda-feira (19/out), com crítica explícita à candidatura de Flávio Bolsonaro. Algumas coberturas registram a fala como declaração de apoio; outras como sinalização, sem comunicado formal adicional.

    Por que Greca criticou a submissão aos Estados Unidos?
    Ele associou a candidatura de Flávio Bolsonaro a interesses estrangeiros sobre terras raras e a risco de “calar o Brasil”, defendendo soberania e políticas de cultura e educação pública.

    Como o MDB se posiciona no segundo turno?
    A maioria dos diretórios estaduais (17) apoia Flávio Bolsonaro, incluindo o do Paraná. Dez diretórios apoiam Lula. Greca diverge da posição majoritária e dos aliados locais.


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