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    Relatório da CPI do Crime Organizado é “cortina de fumaça midiática contra STF” visando eleições, diz Gilmar

    Documento do senador Alessandro Vieira propõe indiciamento de Toffoli, Moraes, o decano da Corte e de Gonet: O colegiado “deixa de enfrentar o grave problema a que se propôs”, escreveu o ministro

    Ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes

    Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes durante sessão na Corte máxima de Justiça do Brasil / Foto: Nelson Jr./STF

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Brasília (DF) · 14 de abril de 2026

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou com veemência o relatório final da CPI do Crime Organizado.

    Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (14/abr), o magistrado questionou a legalidade do pedido de indiciamento de ministros da Corte por crimes de responsabilidade.

    O documento, assinado pelo relator senador Alessandro Vieira (MDB-SE), propõe o indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Segundo o g1.

    A proposta será votada ainda hoje à tarde na comissão.

    Gilmar Mendes argumentou que o indiciamento constitui ato privativo de delegado de polícia e não se aplica a crimes de responsabilidade, que seguem rito próprio da Lei 1.079/1950.

    “O pedido do relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de Ministros do STF sem base legal, nos leva a uma reflexão sobre o papel e os poderes das CPIs. Tanto pior quando o pedido flerta com arbitrariedades”, escreveu o ministro.

    Ele classificou como grave a tentativa de criminalizar a concessão de habeas corpus, expediente que o jurista Rui Barbosa, já em 1896, denunciava como “crime de hermenêutica”.

    O relatório aponta condutas incompatíveis com o exercício das funções, inclusive no caso do Banco Master, onde Gilmar Mendes teria suspendido quebras de sigilo de fundo ligado à empresa de Dias Toffoli, diz o texto confirmado pelo Senado Notícias.

    O ministro do STF lembrou ainda que a CPI do Crime Organizado foi instaurada após o massacre de cerca de 120 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro de 2025.

    No entanto, a comissão não promoveu sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes de facções que controlam territórios no Rio de Janeiro.

    “É no mínimo perturbador que o relator, enquanto integrante de carreira policial, tenha fechado olhos para seus colegas que, traindo a boa imagem da instituição, cruzaram para o lado sombrio das milícias”, afirmou Gilmar Mendes.

    Para ele, o relatório revela “verdadeira cortina de fumaça”, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e dedicar-se a “engrossar a espuma midiática contra o STF”, na expectativa de dividendos eleitorais.

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    As CPIs são instrumentos legítimos de controle do poder. Seu emprego para fins panfletários, contudo, compromete sua credibilidade e reforça a necessidade de modernização da legislação sobre crimes de responsabilidade — tema já em debate no Congresso.

    Excessos desse tipo podem configurar abuso de autoridade e devem ser rigorosamente apurados pela Procuradoria-Geral da República.

    A votação do relatório na CPI do Crime Organizado está em andamento.

    Detalhes sobre o resultado e eventuais manifestações do STF ou da PGR serão publicados em breve.




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